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Clemente Ganz
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Redução de jornada continua prioridade

Por Clemente Ganz - Diretor técnico do Dieese 20 mar 2014

Em 9 de abril, mais uma vez, as centrais sindicais farão uma mobilização conjunta. Entre as reivindicações está a redução da jornada de trabalho, sem redução de salários, de 44 para 40 horas semanais.

Estudos do DIEESE mostram que a diminuição do tempo de trabalho pode gerar mais de 2 milhões de empregos no país. Não é pouca coisa. E mais: é uma das formas de os trabalhadores se apropriarem dos ganhos de produtividade, logo, é um instrumento para distribuir renda; é qualidade de vida, ou seja, mais tempo livre para o trabalhador ficar com a família, se divertir, estudar, descansar.

O setor empresarial não gosta da ideia, mas o motivo é que não está considerando todas as possiblidades. Todos serão beneficiados com a medida, pois o ganho de produtividade será ampliado. O volume de produção por trabalhador deve aumentar, o que por sua vez deve fazer crescer o lucro e compensar o possível aumento de custo de um primeiro momento. Também pode haver ganhos com as horas livres dos trabalhadores, pois boa parte deve investir o tempo em formação, o que também trará resultados positivos para todos.

Recentemente, diziam que o salário mínimo não podia aumentar. Hoje, o salário cresceu 70% acima da inflação e o país está bem. É preciso repartir o lucro por meio de salário, condições de trabalho e jornada. Temos que apostar nisso!

Clemente Ganz Lúcio
Sociólogo, diretor técnico do Dieese
(Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos)

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #10