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Clemente Ganz
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Negociações coletivas em 2013

Por Clemente Ganz - Diretor técnico do Dieese 10 abr 2014

Em 2013, cerca de 87% das unidades de negociação acompanhadas pelo Dieese tiveram aumento real dos salários; 7% conseguiram repor a inflação e; 6% tiveram reajustes insuficientes para recompor o valor dos salários desde a última data-base – segundo comparação com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, do IBGE. O estudo analisou 671 unidades de negociação da Indústria, do Comércio e dos Serviços.

Os dados de 2013 revelam recuo diante de 2012 – o melhor ano para a negociação dos reajustes, de acordo com a pesquisa -, e dados mais próximos aos de 2011. O resultado se prenunciava no primeiro semestre de 2013. Porém, também como esperado, as negociações do segundo semestre 2013 tiveram desempenho melhor que as do primeiro e elevaram o patamar médio das conquistas no ano.

Ainda é cedo para dizer como serão as negociações em 2014. No entanto, há algumas pistas. Há 10 anos, mais da metade das categorias profissionais analisadas conquista aumentos reais; e há oito, pelo menos 85% delas (exceto em 2008 e 2009, em função da crise econômica mundial). Sobre os aumentos reais, tem sido observada tendência de crescimento. Mantido o quadro econômico atual, de inflação controlada, baixo desemprego e manutenção ou crescimento da economia, é de se esperar para 2014 resultados mais favoráveis para os trabalhadores.

Clemente Ganz Lúcio
Sociólogo, diretor técnico do Dieese
(Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos)

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #10