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Metalúrgicas da região de Osasco cumprem 82,4% da Lei Cotas

Por Auris Sousa | 27 fev 2013

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Em 2012, 82,4% das 952 vagas geradas pela Lei de Cotas nas metalúrgicas da região de Osasco foram preenchidas por trabalhadores com deficiência. Isto é o que mostra a 7ª pesquisa sobre contratação de pessoas com deficiências nas metalúrgicas de Osasco e região, realizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região, em parceria com a Gerência Regional do Trabalho de Osasco, e divulgada nesta quarta-feira, 27.

Clique aqui e tenha acesso a íntegra da pesquisa

O levantamento que foi feito com base nos registros de contratações de 2012, dos 12 municípios da base territorial do Sindicato, também mostra que 38,5% das metalúrgicas cumpriram 100% ou mais do que o previsto na lei 8.213/91, que institui a reserva de 2% a 5% das vagas para pessoas com deficiência em empresas com cem ou mais funcionários.

Além disso, aponta que o setor automotivo é um dos que mais contratou na região. No período, o segmento ultrapassou o número de vagas reservadas pela Lei, ao contratar 332 pessoas com deficiência, quando o estipulado era de 308. Isso representa 107,8% das contratações.

“Essas empresas vão além de sua obrigação legal porque já compreenderam o potencial das pessoas com deficiência, que podem ser tão profissionais e competentes quanto as demais pessoas”, ressalta Carlos Aparício Clemente, vice-presidente do Sindicato e coordenador do Espaço da Cidadania.

Por região – Segundo a pesquisa, as metalúrgicas da região de Taboão da Serra são as que mais se aproximaram do cumprimento da Lei Cotas ao atingir 96,9% das contratações. Em seguida as da região de Cotia, com 85,4%, Osasco, com 80,5%, Barueri, com 79,7%, e Jandira, com 61,5%.

Contratação por deficiência – O estudo também mostra a diferença acentuada nas contratações por tipo de deficiência na região: 40,9% dos trabalhos têm deficiência física, 34,8% auditiva, 6,4% visual, 3,4% intelectual, 1,7% múltipla e 12,8%  por trabalhadores reabilitados.

Durante o evento, que contou com participação de autoridades – inclusive o novo superintendente do Trabalho de São Paulo, Carlos Zimmermann-, representantes de empresas, entidades e escolas especializadas no atendimento a pessoa com deficiência, órgãos públicos e militantes da inclusão, Clemente enfatizou que “o objetivo do Sindicato é transformar o setor metalúrgico em um ambiente em que todos podem trabalhar, independente do sexo, cor e se tem deficiência ou não”.

12 anos do Espaço da Cidadania – A divulgação da pesquisa também marca o aniversário de 12 anos do Espaço da Cidadania, rede social apoiada pelo Sindicato voltada para a promoção da inclusão na sociedade, especialmente, no mercado de trabalho.

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #03