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Ex-presos políticos pedem apoio dos sindicatos nas investigações da comissão da verdade

Por Auris Sousa | 01 out 2013

Os líderes sindicais e ex-presos políticos Clodesmidt Riani e Rapahel Martinelli, que estão entre os que comandaram o movimento sindical antes de 1964, pediram apoio dos sindicatos na apuração de torturas contra os trabalhadores cometidas no período. O pedido foi feito nesta terça-feira, 1º, em ato unificado, realizado na sede do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo.

A ideia dos líderes, que foram perseguidos e torturados durante a ditadura militar, é que os sindicatos contribuam como Grupo de trabalho, que em apoio a Comissão da Verdade, apura as graves violações de direitos humanos e repressão política aos trabalhadores, no período. Nossa Sindicato mais uma vez está entre aqueles que deram o ponta pé inicial nesta questão. Isto porque semanalmente temos um representante da entidade nas reuniões do grupo.

Para Martinelli, as centrais devem incentivar as entidades para participarem das investigações. “Cabe as centrai sindicais orientar e dar um puxão de orelhas nos sindicatos, que deveria fazer a sua própria comissão da verdade”, avaliou.

Avaliação que também é dividida pelo Riani. “Devemos marchar não pelo interesse pessoal, mas sim pelo interesse geral. Isso sem conjunto é difícil. Devemos trabalhar não é por nós, não é pela família, não é pelo estado é pelo Brasil”, enfatizou.

Papel da Comissão da Verdade – Durante o ato, a coordenadora nacional da Comissão da Verdade, Rosa Cardoso, falou sobre o papel da comissão da verdade, que investiga o que aconteceu com os sindicatos, confronto da classe empresarial com os trabalhadores. “Não se trata só de reconstruir o passado, mas de fazer recomendações políticas também para o presente e o futuro”, resumiu.

Rosa explicou que há divergências entre declarações e fatos oficialmente divulgados. Ela ressaltou que “a tarefa é complexa, o grupo tem clareza dos pontos e não se restringe apenas a violão de direitos”.

Martinelli contou que de início estava receoso com a comissão, mas que agora é favorável e defende que os prazos para as investigações sejam prorrogados por mais tempo. A previsão é que os trabalhos de investigação sejam concluídos em 2014.

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #06