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Trabalhadores da região pedem fim da escala 6×1 e redução da jornada

Por Auris Sousa | 27 maio 2026

O clima de mobilização tomou conta nesta quarta-feira, 27, mais uma vez do Calçadão de Osasco. Trabalhadores e trabalhadoras de diversas categorias se reuniram em mais um importante ato pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução salarial. A mobilização reforçou que chegou a hora de garantir mais qualidade de vida, saúde e tempo para a convivência familiar, lazer e descanso da classe trabalhadora.

O ato ocorreu em um local simbólico que reúne os principais comércios da cidade, cuja maioria adota esse regime de trabalho. Durante o ato, dirigentes sindicais de diversas categorias destacaram que o atual modelo de jornada tem provocado adoecimento e sobrecarga à classe trabalhadora.

“É importante o fim da escala 6×1 para que o trabalhador venha a se beneficiar e, assim, produzir com mais qualidade. Isso resulta em ganhos para todos: ganha o trabalhador, ganha o empregador e ganha o país”, destacou José Elias de Gois, presidente do Cissor, que reúne as entidades sindicais da região.

Também foi reafirmado que o Brasil tem condições de avançar para uma jornada mais justa, acompanhando mudanças já adotadas em alguns países desenvolvidos. “Há exemplos positivos de empresas metalúrgicas da região que adotaram as 40 horas semanais. A produção não caiu e os postos de trabalho não foram reduzidos”, compartilhou Gilberto Almazan (Ratinho), presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região, que completou: “A última redução nacional na jornada que tivemos foi em 88, de lá para cá, o PIB cresceu. Isso significa que o trabalhador passou a produz mais do que nunca e é justo que tenha mais tempo para descanso, lazer e qualidade de vida, sem qualquer redução salarial”.

A manifestação ainda criticou propostas que tentam adiar o debate sobre a redução da jornada e flexibilizar direitos históricos dos traba

lhadores. Atos como o de hoje pelo fim da escala 6×1 e pelas 40 horas semanais também aconteceram hoje em vários pontos do país, isto porque a pauta deve ser votada até esta quinta-feira, 28, no plenário da Câmara dos Deputados.

“Tem deputado que quer ampliar a jornada para 52 horas de trabalho, mas não aceitaremos que deputados que trabalham três dias venham dizer que nós temos que trabalhar até a exaustão”, disse Elisangela Calmon, coordenadora da subsede da CUT São Paulo.

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Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #08