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Parceiros do Espaço foram conhecer o Programa de Empregabilidade Inclusiva de SP

Por Auris Sousa | 26 jun 2026

O Espaço da Cidadania e seus parceiros pela inclusão conheceram nesta quinta-feira, 25, o PEI (Programa de Empregabilidade Inclusiva), da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo. Trata-se da última visita do Programa e Ação para a Empregabilidade da Pessoa com Deficiência, que é preparatório de um Fórum, que vai acontecer em 8 de julho, no Siemaco.

O PEI é uma política pública gratuita que atua em 93 municípios paulistas. Ele acompanha pessoas com deficiência na busca por oportunidades de trabalho e também orienta empresas durante o processo de contratação e permanência do profissional. “Não olhamos para a limitação, mas para as habilidades e o potencial de cada pessoa. É isso que buscamos mostrar às empresas. Todo esse trabalho é gratuito, porque faz parte de uma política pública”, destacou Maria Vilma Roberto, coordenadora do Programa Meu Emprego Inclusivo SP.

A valorização das escolhas individuais também foi ressaltada por Silvana Gimenes, coordenadora do Programa. “Todo mundo escolhe o que quer ser. Por que a pessoa com deficiência não pode?”, questionou.

Se o princípio da escolha é universal, o motivo também, conforme disse Marco Antonio Pellegrini, especialista em tecnologias assistivas da Secretaria, “o trabalho tem o mesmo significado para a pessoa com deficiência que para qualquer outro trabalhador: representa autonomia, dignidade, pertencimento e a possibilidade de construir um projeto de vida.”

Além disso, ele destacou a importância de as empresas investir em recursos, tecnologia e acompanhamento permanente para assegurar que os trabalhadores com deficiência permaneçam e se desenvolvam em seus empregos. “A tecnologia oferece ferramentas extremamente importantes, mas elas precisam ser utilizadas durante todo o processo, não apenas na contratação. É esse apoio contínuo que faz a diferença”, afirmou.

Para derrubar barreiras, é preciso conhecê-las

Para garantir a inclusão durante todo o processo de contratação, as convenções coletivas podem ser um instrumento eficaz. No entanto, dados do Cesit/Unicamp, mostram que poucas categorias as utilizam para este fim. Carlos Aparício Clemente, coordenador do Espaço da Cidadania, fez questão de destacar esse desconhecimento.

“Hoje, infelizmente, a maioria delas ainda ignora essa pauta e, quando a aborda, raramente cria condições para que a inclusão aconteça de forma efetiva. Isso porque quem precisa discutir a inserção das cláusulas, precisa conhecer a realidade das pessoas com deficiência”, observa Clemente.

Martín Nieves, especialista em políticas públicas e pessoas com deficiência, da Intendência de Canelones, Uruguai, estava na visita e fez questão de elogiar a ação do Espaço da Cidadania e do Sindicato na luta pela inclusão. “Vocês são exemplos para toda a América Latina. Assim quero agradecer pela luta de vocês, pelo trabalho persistente de vocês em registrar e sistematizar e, para compartilhar com outros países da América Latina, como o Uruguai, o exemplo que vocês nos fornecem”.

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