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Metalúrgicos que trabalham mais de 40 horas semanais recebem 55% menos, aponta levantamento

Por Auris Sousa | 12 jun 2026

Trabalhar mais não significa ganhar mais, é o que aponta levantamento realizada pela Subseção DIEESE do Sindicato. Com base nos dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) 2025, ele mostra que os metalúrgicos de Osasco e região que atuam em jornada superior a 40 horas semanais recebem, em média, R$ 4.824,50, enquanto o salário daqueles com jornada de até 40 horas é, em média, R$ 7.512,14. A diferença é de 55%.

Foto: Agência Brasil

Vale destacar que cerca de 90% dos vínculos no setor da região possuía jornada acima de 40 horas semanais. “Os dados mostram que trabalhar mais não é sinônimo de melhor salário e reforça a importância de continuar lutando por valorização profissional, por melhores salários e condições de trabalho mais justas para a categoria metalúrgica”, afirma o presidente do Sindicato Gilberto Almazan (Ratinho).

Desigualdade Por Gênero

Quando o recorte é feto por gênero, o levantamento mostra como a jornada extensa prejudica ainda mais as mulheres. No grupo de quem trabalha acima das 40 horas, a remuneração média é de R$ 5.115,81 para os homens e de R$ 3.852,42 para as mulheres. Ou seja, elas atingiram 75,3% da renda deles.

No grupo que trabalha até 40 horas, os homens recebem, em média, R$ 7.986,02 e as mulheres R$ 6.491,09. Isto é, elas recebem em média 81,3% da remuneração percebida por eles.

Escolaridade – Quando o assunto é escolaridade, 20,1% dos companheiros que trabalham acima das 40 horas semanais possuem superior incompleto. Para quem trabalha até 40 horas, o percentual dobra: o levantamento mostra que 45,8% deles têm superior incompleto.

“Nossa prioridade é que toda categoria tenha mais vida além do trabalho: mais tempo para a família, para o lazer, para cuidar da saúde e para se qualificar”, enfatiza Ratinho.

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Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #09