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Fórum reúne experiências e aponta caminhos para ampliar a empregabilidade da pessoa com deficiência

Por Redação | 08 jul 2026

Por Igor Souza e Sabryne Almeida

Após quase 4 meses de encontros, visitas e troca de experiências, o Programa de Ação para a Empregabilidade da Pessoa com Deficiência chegou à sua etapa final com a realização do Fórum: Ações e Caminhos para a Empregabilidade da Pessoa com Deficiência, realizado nesta quarta-feira, 8, na sede do SIEMACO-SP.

O evento reuniu trabalhadores, empregadores, sindicatos, órgãos públicos, escolas, especialistas e entidades comprometidas com a inclusão para apresentar os principais aprendizados construídos ao longo da programação e discutir estratégias para ampliar o acesso e a permanência das pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

Bloco 1 – No primeiro bloco, os participantes relembraram as primeiras visitas realizadas no período. Entre elas, o ICOM, onde conheceram a plataforma de interpretação de Libras, utilizada para facilitar a comunicação entre pessoas surdas, empresas e órgãos públicos.

Rafael Públio, consultor da Santa Causa, destacou que ampliar a acessibilidade exige, antes de tudo, uma mudança de atitude por parte das empresas. Segundo ele, a comunicação com pessoas surdas ainda representa uma barreira comunicacional e também atitudinal.

“A empresa precisa ter a atitude de disponibilizar recursos de acessibilidade. O ICOM é uma dessas ferramentas, que beneficia tanto as empresas quanto os trabalhadores surdos”, afirmou.

A Fundacentro apresentou a importância da prevenção de deficiências relacionadas ao trabalho por meio da promoção da saúde e da segurança nos ambientes laborais. Já o trabalhador da Modular Data Centers, Adílio Martins, que tem deficiência auditiva, destacou a experiência interativa durante a visita e o contato com os equipamentos utilizados nas pesquisas.

Na SRTE-SP (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em São Paulo), Pedro Daniel, pesquisador do CESIT/Unicamp, relembrou a visita ao órgão e ressaltou a atuação dos auditores fiscais do trabalho na fiscalização do cumprimento da Lei de Cotas. O bloco também relembrou o Ato e Canto Pela Vida, realizado na Praça Vladimir Herzog. Na ocasião, José Carlos Carmo (Kal), representante do SUS (Sistema Único de Saúde), chamou a atenção para os impactos sociais dos acidentes e das doenças relacionadas ao trabalho.

Bloco 2 – Maria de Fátima, coordenadora do Programa Coexistir, do sindicato patronal Sincovaga-SP, falou sobre a visita à iniciativa, na qual os participantes conheceram ações voltadas à inclusão e à diversidade no ambiente de trabalho.

“Levantamos os desafios das contratações e, para cada desafio, apresentamos uma solução”, destacou.

O Programa de Ação para a Empregabilidade da Pessoa com Deficiência também passou pelo SENAI de Itu, referência na formação profissional inclusiva e no desenvolvimento de tecnologias assistivas. Silvania Souza, diretora do SIEMACO-SP, destacou a experiência de conhecer as soluções desenvolvidas pela instituição.”Ver uma pessoa cega utilizando uma tecnologia capaz de identificar quem está se aproximando, como essa pessoa está vestida e outras informações foi uma experiência marcante para todos nós”, afirmou.

Também foi lembrada a visita ao INSEP (Instituto Equidade Plural). Jonas de Oliveira, consultor da entidade, apresentou as iniciativas voltadas à qualificação profissional e à inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, especialmente no setor de tecnologia.

Bloco 3 – Último bloco contou com a professora Guirlanda Maria Maia de Castro Benevides, coordenadora do Núcleo de Pesquisas sobre Mercado de Trabalho e Pessoa com Deficiência no CESIT (Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Universidade Estadual de Campinas), que apresentou os resultados da visita do Programa ao Instituto de Economia da Unicamp. Ela destacou o trabalho do núcleo na produção de pesquisas voltadas à inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho e reforçou a importância de políticas públicas e ações que ampliem a empregabilidade desse público.

Dando continuidade às apresentações, Nathiele Queiros Alcantara, analista de Departamento Pessoal da Modular Data Centers, compartilhou a experiência da empresa após receber a visita do Programa de Ação para a Empregabilidade da Pessoa com Deficiência. Em sua fala, ela trouxe as iniciativas voltadas à inclusão, um dos pilares da empresa, e ressaltou a importância da parceria para fortalecer práticas que promovam um ambiente de trabalho mais acessível e inclusivo.

Na sequência, Maria Vilma Roberto e Igor Gabriel, ambos da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, contou sobre a importância do PEI (Polo de Empregabilidade Inclusiva). Vinculado ao Programa Meu Emprego Inclusivo, o PEI utiliza a metodologia do Emprego Apoiado, que oferece suporte especializado para conectar pessoas com deficiência a oportunidades compatíveis com suas habilidades e acompanha sua inserção no mercado de trabalho durante o processo de contratação.

Mais do que encerrar um ciclo, o fórum reforçou que a inclusão é um processo contínuo, construído por meio do diálogo, da troca de experiências e do compromisso coletivo. As iniciativas apresentadas ao longo do encontro demonstraram que a articulação entre sindicatos, empresas, universidades e poder público é fundamental para ampliar as oportunidades e garantir a permanência das pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

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