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Passados 30 anos, é hora da reforma política

Por Cristiane Alves | 28 jan 2014

Passados quase trinta anos desde as “Diretas, Já!”, para muitos o próprio mecanismo de eleição presidencial deve ser revisto, junto a todo o sistema político brasileiro. Essa foi uma das pautas que norteou os brasileiros foram às ruas em junho de 2012 para cobrar avanços em questões como Saúde, Educação, Mobilidade Urbana, Política, entre outras questões.

Nas manifestações, a hostilidade a partidos políticos foi uma das marcas, fazendo um contraponto às manifestações de 1984, quando os partidos eram tidos como faróis. “O movimento pelas diretas possibilitou o ‘enraizamento social’ das oposições partidárias (especialmente o PMDB)”, explica o professor do Departamento de Sociologia da USP, Edison Bertoncelo.

Reforma política – Apesar de ter amadurecido, nosso processo de participação política precisa ser aprofundado. “Há muito a avançar em relação a outros aspectos, como a institucionalização dos mecanismos de fiscalização do uso de recursos públicos e de transparência da tomada de decisões políticas”, afirma Bertoncelo.

A reforma política é uma das medidas apontadas desde junho de 2013 como necessárias para fazer frente a uma parte das reivindicações das ruas. “A reforma política certamente precisa ser pactuada pelo conjunto das instituições e da sociedade”, afirma o presidente do Sindicato, Jorge Nazareno, que defende uma Constituinte exclusiva para tratar da reforma. “Esse assunto não pode mais ser misturado a uma agenda cujo pragmatismo e as emergências quase sempre o empurra para um plano menor”, acrescenta.

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #07