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Fausto Augusto Júnior
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Preços dos alimentos seguem em alta

Por Fausto Augusto Júnior - Diretor técnico do DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos 02 set 2022

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O país continua sofrendo com a alta dos preços. Apesar de a inflação ter cedido um pouco em julho, com queda de 0,68%, os 25 longos meses de alta castigam muito a população, principalmente porque os itens que mais sobem são os básicos, como alimentos. Em 2022, a inflação geral é de 4,77% e em 12 meses, de 10,07%, de acordo com o IPCA-IBGE. Há 11 meses, estacionada em dois dígitos!

A variação negativa em julho ocorreu em boa medida por causa da queda nos preços dos combustíveis. Mas engana-se quem pensa que isso tem a ver só com a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS). O que acontece também é que, nesse momento, os preços dos combustíveis estão oscilando para baixo no mercado internacional e isso tem impacto no Brasil. Se voltarem a subir lá fora, por aqui acontecerá o mesmo.

Os preços da comida, no entanto, não deram trégua. Em 12 meses, a alta do grupo de alimentação e bebidas chegou a 14,72%. Só em julho, o aumento foi de 1,30%.

O que não faltam são alertas ao governo sobre a necessidade de políticas para enfrentar a elevação dos preços dos alimentos. E desde 2020. Além de boicotar a agricultura familiar, responsável por 70% dos alimentos que vão para a mesa dos brasileiros, o governo acabou com a política de estoques reguladores, ferramenta importante para segurar os preços. O resultado dessas escolhas é cada vez mais dramático.

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #08