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Clemente Ganz
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Mulher, Trabalho e Desigualdade

Por Clemente Ganz - Diretor técnico do Dieese 17 nov 2014

Em meio a muitas dificuldades, as mulheres têm ampliado a participação no mercado de trabalho, estudam mais anos do que os homens, entre outros avanços. Apesar disso, ainda recebem menores salários e ocupam postos de trabalho mais precários do que eles. Em busca da igualdade, há um longo caminho.

Levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres e o Ministério do Desenvolvimento Agrário, com dados do Censo de 2010 e de 2000, mostra que a participação das mulheres com idade ativa (16 anos ou mais) no mercado de trabalho cresceu de 50% (2000) para 55% (2010), enquanto a dos homens caiu de 80% para 76%.

No período, o registro em carteira de trabalho aumentou de 37% para 47% da força de trabalho masculina e, para a feminina, foi 33% a 40%.

Em 2010, o rendimento médio era de R$ 1.587 para eles e de R$ 1.074 para elas (68% da remuneração masculina).

É crescente a importância da renda das mulheres para as famílias. Mesmo quando a mulher trabalha fora, é ela a responsável pelo cuidado com os filhos e, na maioria das vezes, os idosos. Por isso, e para promover a igualdade de condições da mulher no mercado de trabalho, é fundamental que as políticas públicas universalizem o direito de acesso às creches e à educação em tempo integral.

CLEMENTE GANS LÚCIO
Sociólogo, diretor técnico do Dieese
(Departamento Intersindical de Estatísticas
e Estudos Socioeconomicos)

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #10