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Governo lança programa para ampliar presença da mulher no trabalho

Por Auris Sousa | 11 mar 2016

O Ministério do Trabalho e Previdência Social lançou nesta sexta-feira, 11, o Programa Mulher Trabalhadora, que, segundo a pasta, tem o objetivo de ampliar a participação e a permanência das mulheres no mercado de trabalho, garantindo igualdade de rendimentos e de oportunidades de ascensão.

Para isso, o Programa irá promover políticas de proteção da mulher, estimular políticas que incentivem o compartilhamento das responsabilidades familiares e desenvolver planos de ações.

Avanços – Na ocasião, o Ministério também apresentou dados de pesquisa realizada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) que mostra a situação das mulheres no mercado de trabalho. O estudo aponta que o rendimento médio da população ocupada teve aumento real de 50% entre 2004 e 2014. Mas para as mulheres, a alta foi maior, de 61%. Enquanto para os homens foi de 44%.  

Pesquisa mostra que , em 2014, as mulheres ultrapassaram pela primeira vez o patamar de 70% da renda masculina

Pesquisa mostra que , em 2014, as mulheres ultrapassaram pela primeira vez o patamar de 70% da renda masculina [Foto arquivo/Eduardo Metroviche]

Já em relação à remuneração, os dados mostram que, em 2014, as mulheres ultrapassaram “pela primeira vez o patamar de 70% da renda masculina”, dez anos antes, em 2006, esta proporção era de 63%. Mas essa realidade não é igual para as mulheres negras, que ainda não alcançaram 40% da renda dos homens brancos.

“Apesar do movimento de aproximação dos rendimentos, é preciso destacar que este se dá de forma ainda lenta e desigual entre os grupos, não alterando de fato a estrutura das desigualdades: os homens continuam ganhando mais do que as mulheres”, ressalta o estudo.

De acordo com a pesquisa, em 2014, os homens tinham o salário médio de R$ 1.831, enquanto as mulheres ganhavam R$1.288. As mulheres negras têm a menor remuneração, com valor médio salarial de R$ 946, e os homens brancos com maior rendimento, de R$ 2.393 no mesmo ano.

“Temos um contingente de milhões de mulheres em idade ativa fora do mercado de trabalho, mulheres negras concentradas em trabalhos desvalorizados e precarizados, como o emprego doméstico. Temos mulheres altamente escolarizadas com mais dificuldade de conseguir um emprego. Mulheres empregadas com uma grande sobrecarga de trabalho, por assumirem todas as atividades de reprodução da vida. E mulheres e negros ganhando persistentemente menos que homens e brancos”, mostra o estudo.

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #03