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Enem aborda questões de gênero

Por Auris Sousa | 28 out 2015

O Enem (Exame Nacional do Ensino Médico) acertou mais uma vez mantendo seu histórico de temas sociais ao tratar das questões de gênero e diversidade religiosa. O Exame aconteceu no sábado, 24, e domingo, 25, e cobrou reflexão dos candidatos em relação a temas importantes e atuais.

Sobre a questão de gênero, o Enem acertou em cheio: trouxe citação da filósofa Simone de Beauvoir, e colocou a cereja no bolo com o tema da redação: “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”. Além de uma análise sobre o problema, o Exame pediu que os estudantes contribuíssem com uma proposta de intervenção, pensando em uma possível solução.

“É transformador. Milhares de adolescentes, jovens e adultos fizeram a prova, abordar assuntos como este é necessário, incentiva mesmo aquele mais alheio ao assunto parar para refletir sobre o problema, que tira a vida de centenas de mulheres em todo o país”, avaliou a diretora do Sindicato Gleides Sodré.

As questões não agradaram a todos. Pelo twitter, internautas criticaram e criaram a hashtag #enemfeminista. Deputados federais, como Marco Feliciano e Jair Bolsonaro, também se manifestaram contra e acusaram o Exame de “doutrinação” por incluir uma questão sobre o feminismo que cita a filósofa francesa Simone de Beauvoir: “Ninguém nasce mulher: torna-se mulher”.

Para Gleides, a indignação mostra a onda de conservadorismo presente no país. “Tivemos avanços, mas ainda temos muito que lutar para combater a desigualdade de gênero e racial, as reações de uma parcela da população, inclusive de políticos, em relação ao Enem deixa claro isso”, observou.

Veja uma das questões do Enem: 

ProvaEnem

 

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #03