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Desemprego na América Latina

Por Auris Sousa | 03 jun 2016

opiniao_barra_clemente-ganzO desemprego chegou para ficar por um bom tempo na América Latina, como mostra o estudo “Panorama Laboral 2015 – América Latina y el Caribe”, documento da Oficina Regional da Organização Internacional do Trabalho, que analisa o mercado de trabalho na região. A taxa média de desemprego aberto na região passou de 6,2%, em 2014, para 6,7%, em 2015, alta de mais de 1,7 milhão de pessoas sem ocupação, resultado da desaceleração econômica na região.

No retrovisor estão ficando trabalho protegido, salários em alta, desemprego, informalidade e precariedade do trabalho em queda, combinados com políticas de proteção e promoção social, que atuavam para reduzir a pobreza e a desigualdade, graves problemas latino-americanos.

Infelizmente, o que vem pela frente são muitos ajustes conservadores, que concentram renda e riqueza, aumentam desigualdades, desemprego e arrocham salários. É da lógica do capitalismo garantir e aumentar a riqueza dos ricos, sejam pessoas, empresas ou países. O tempo passa, o mundo muda, a base produtiva cresce, a capacidade de gerar qualidade de vida para todos também, mas o que fica para a classe trabalhadora é o gosto amargo da desigualdade e da injustiça, apesar de tantas possibilidades. Mas, como tudo é história, resultado da ação humana, a nós cabe sempre a incessante luta, exigência na busca de virar o jogo.

Clemente Ganz Lúcio
Diretor Técnico do DIEESE e
membro do CDES
(Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social)

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #06