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Centrais unificam forças para enfrentar ofensiva sobre direitos

Por Cristiane Alves | 28 jan 2020

As centrais sindicais mais uma vez estão juntas num movimento unificado em defesa dos direitos dos trabalhadores. Na segunda-feira, 27, em reunião na sede do Dieese, elas definiram o calendário de manifestações que vão denunciar à sociedade o desmantelamento de direitos e de estruturas criadas para atender a maioria pobre e trabalhadora do país.

Paulo Skaf se aproxima do governo Bolsonaro, que não tem política para o desenvolvimento da indústria e geração de empregos no setor

A primeira manifestação acontece em frente à sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), nesta segunda-feira, 3. Contraditoriamente, a direção da entidade apoia a política que promove a desindustrialização, a qual o governo Bolsonaro não tem políticas para combater. Recentemente, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, deixou claro seu alinhamento com o governo: “Apoiamos o governo Bolsonaro? Sim. Ele promove a agenda econômica que sempre defendemos, de controle de gastos públicos, reformas estruturais, redução de juros, desburocratização… Bolsonaro colocou o país no rumo certo e tem dado demonstrações concretas de estar comprometido com o crescimento e com a geração de empregos”, afirmou em texto publicado no jornal Folha de S.Paulo, em 22 de janeiro. 

“Do jeito que o Skaf escreveu, ele está apoiando o desmonte na indústria. É uma afronta, é diminuir a geração de empregos de qualidade em nosso país”, afirma o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, que participou da reunião desta segunda-feira (27), na sede do Dieese, em São Paulo, que teve ainda representantes de CGTB, CSB, CSP-Conlutas, CTB, CUT, Intersindical (as duas que levam esse nome) e da UGT. A Nova Central não participou do encontro, mas acompanha as resoluções.

Confira o calendário de lutas e se organize para participar:

3 de fevereiro – protesto diante da sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), na Avenida Paulista

14 de fevereiro – atos em agências do INSS, em defesa da Previdência

8 de março – atos no Dia Internacional da Mulher

18 de março – mobilização em defesa do serviço público e das empresas estatais

1º de maio – Ato Unificado, no Dia do Trabalhador

(com informações RBA)

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #03