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Audiência expõe perseguições sofridas por trabalhadores da VW

Por Cristiane Alves | 03 mar 2015

Na sexta-feira, 27, em audiência realizada na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) foram expostos os casos das perseguições sofridas por trabalhadores das empresas Volkswagen (Taubaté e São Bernardo do Campo) e Alipert (São Paulo), durante o regime militar. No mesmo dia, antigos trabalhadores da Cobrasma também relataram à Comissão da Verdade o evolvimento da empresa com a ditadura.

Na Alipert, o relato dos trabalhadores deixou clara a existência de uma disciplina militar pela qual eles saíam da fábrica em meio a um corredor “polonês” comandado por um Tenente. “Tinha de entrar no corredor, se ele cismava com um, revistava na presença de todo mundo. Chegou a quebrar braço de cara”, relatou José Péricles da Silva, que trabalhou na empresa por 34 anos.

Pesquisadores da Comissão da Verdade dos Metalúrgicos de São José dos Campos identificaram diversos documentos que demonstram que a Volkswagen acompanhava as reuniões de trabalhadores, tinha militares em sua segurança e contribuiu para que diversos trabalhadores fossem presos e torturados. Diante deles, o gerente de Assuntos Jurídicos da montadora, Rogério Vargas, foi enfático em dizer que a empresa tem responsabilidade social e que “de forma alguma” colaborou com a violência contra os trabalhadores.

Na segunda-feira, 2, foi a vez dos casos do Metrô, Embraer e Codesp. Toda a documentação fará parte do relatório da Comissão Estadual, além de ser encaminhada ao Ministério Público.

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #01 - 2023