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Negociações coletivas seguem com ganhos reais para trabalhadores em 2026, aponta DIEESE

Por Sabryne Almeida | 25 jun 2026

As negociações coletivas realizadas até maio de 2026 seguem apresentando resultados positivos para os trabalhadores. Segundo o último levantamento divulgado pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), 88,8% dos reajustes salariais analisados no período ficaram acima da inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), garantindo aumento real nos salários.

O estudo aponta que a variação real média dos reajustes foi de 1,71% acima do INPC, resultado superior ao observado nas últimas 12 datas-bases, quando a média de ganho real ficou em 1,12%. Para o DIEESE, os números indicam uma melhora no cenário das negociações coletivas em relação ao período anterior.

Em maio, das 772 negociações registradas até 9 de junho, 84,3% tiveram reajustes superiores ao INPC, enquanto 7,5% apenas repuseram a inflação e 8,2% ficaram abaixo dela. Em abril, esse percentual havia chegado a 93%.

Ganhos por Setores 

Entre os setores econômicos analisados, os resultados permaneceram equilibrados. No acumulado de janeiro a maio, os maiores percentuais de reajustes acima da inflação foram registrados nos setores rural e de serviços, ambos com 89,7% dos acordos, seguidos pelo comércio (87,7%) e indústria (86,9%).

O recorte regional também mostra um cenário favorável. O Centro-Oeste apresentou o maior percentual de negociações com ganho real (91,8%), seguido pelo Sul (90%), Sudeste (89%), Nordeste (86,8%) e Norte (83,7%).

O boletim ainda destaca que os reajustes parcelados continuam pouco utilizados: apenas 0,3% das negociações de maio tiveram pagamento dividido em parcelas. Já os reajustes escalonados apareceram em 8,9% dos acordos analisados.

Para o movimento sindical, os dados reforçam a importância das negociações coletivas como instrumento de valorização dos salários e de preservação do poder de compra dos trabalhadores diante dos desafios econômicos.

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