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6.500 mil metalúrgicos param por aumento real e direitos na região de Osasco

Por Auris Sousa | 09 out 2013

A manhã desta quinta-feira, 3, começou agitada nas metalúrgicas de Taboão da Serra, com os trabalhadores de braços cruzados e mobilizados para participar das assembleias simultâneas da Campanha Salarial, realizadas pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região.

Metalúrgicos de empresas como Bronzeart, Carmona, Alulev, Spaal, Repume, WTT, Jan Lips, Bomax, Florio, entre outras pararam para se informar sobre o andamento das negociações e não tiveram boas notícias. “Ainda não há proposta, nem de aumento real, nem de avanço para as mais de cem reivindicações para ampliação da convenção coletiva”, explicou o presidente do Sindicato, Jorge Nazareno.

Por isso, o instrumento dos trabalhadores é a pressão nas portas de fábrica. À tarde, é a vez dos trabalhadores de empresas como: Cinpal, Metale, Miralux, Daisa também aderirem a mobilização.

No segundo dia do mutirão de assembleias, o Sindicato contabiliza cerca de 6.500 mil trabalhadores dispostos a greve, caso não haja mudança de postura por parte dos grupos patronais. Na quarta-feira, 2, primeiro dia de mutirão, a pressão começou pelas fábricas de Embu das Artes e Itapecerica da Serra.

O número de trabalhadores dispostos a greve irá crescer nos próximos dias, já que as mobilizações irão se espalhar pelos demais municípios da base territorial do Sindicato, até que hajam propostas satisfatórias para a categoria, em relação ao aumento real e a direitos.

Pauta – A categoria reivindica aumento real, fim das terceirizações, valorização do piso salarial, 40 horas semanais, renovação e ampliação das cláusulas da Convenção Coletiva.

Campanha Unificada – Os metalúrgicos da região de Osasco lutam em unidade com os 800 mil metalúrgicos do Estado de São Paulo, organizado pela Federação filiada à Força Sindical. A data base da categoria é em 1º de novembro.

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #08