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Trabalhadores e empresários se organizam em Fórum de Desenvolvimento Regional

Por Cristiane Alves | 31 out 2013

Saúde, Educação, geração de emprego, mobilidade urbana são temas que estão na pauta do Fórum de Desenvolvimento Regional que, nesta quarta-feira, 30, deu um grande passo rumo à sua formalização: a realização de um seminário, que reuniu sindicalistas, empresários, professores, ativistas sociais e administradores públicos, no Ciesp Castelo.

O Fórum terá como objetivo propor projetos políticos, econômicos e sociais para o Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo – composto pelas Administrações de Osasco, Carapicuíba, Barueri, Jandira, Itapevi, Santana de Parnaíba, Cotia e Pirapora de Bom Jesus.

Para o presidente do Consórcio da Região Oeste, e prefeito de Carapicuíba, Sergio Ribeiro, o desafio é pensar temas tão complexos a partir do munícipio. Mas o principal já existe: disposição. “Temos um clima político muito favorável e disposição para dialogar”, explicou.

O Fórum será composto por 30 representantes da sociedade civil – movimentos sociais, empresas, universidades – e pelo Poder Público.

O exemplo do ABC – Um dos maiores exemplos para a iniciativa é a Agência de Desenvolvimento do Grande ABC que dialoga com o Consórcio de Desenvolvimento daquela região. O atual presidente da Agência, Rafael Marques, disse que ambos “criaram um modelo de organização regional”.

Rafael também preside o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e vê com otimismo a iniciativa da região de Osasco. “Pode virar referência para aprofundar as políticas públicas, para exercer diálogo e para formar uma elite de pensamento regional que defenda sua região”, avaliou.

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Foco nas pessoas – Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região, Jorge Nazareno, a experiência deixa clara a eficácia do diálogo. “Quando se tem vontade política e determinação, isso possibilita que a gente possa dialogar para que possa tomar decisões para melhorar a vida das pessoas”, afirmou.

O diretor técnico da Unifesp, Murilo Leal Pereira Neto, advertiu que, para isso, a troca tem de se pautar por parâmetros diferentes daqueles já experimentados. “É importante que não adotemos desenvolvimento como apologia do falso crescimento e que não nos esqueçamos da nossa história”, advertiu o diretor técnico da Unifesp, Murilo Leal Pereira Neto, em referência às iniciativas focadas no crescimento econômica empreendidas pelos governos Juscelino Kubitschek e pela ditadura militar que, pelo contrário, resultaram em subdesenvolvimento ao país.

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #10