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Precisa chegar a vez da mulher

Por Auris Sousa | 11 nov 2015

Ser mulher e trabalhar no Brasil é um desafio constante. Muito já se conquistou em relação à igualdade de gênero nas relações de trabalho. Estar aqui, escrevendo esse artigo, a pedido do diretor do DIEESE como parte da Campanha #AgoraÉQueSãoElas, é hoje algo comum, mas importante, pois pauta a questão em um momento em que o país parece caminhar para o retrocesso, devido à postura politica de alguns.

 A força de trabalho feminina representa quase a metade dos trabalhadores. Porém, as mulheres encontram grande resistência no mercado de trabalho. Vivenciam taxas de desemprego maiores, ocupam postos de trabalho em que, frequentemente, reproduzem as atividades que realizam em casa ou para a família: em geral, ensinam, cuidam de pessoas ou realizam trabalho doméstico. Apesar de terem mais anos de estudo que os homens, enfrentam dificuldade de chegar a postos de chefia e realizam, frequentemente, tarefas de organização e planejamento, enquanto o comando continua masculino. E os rendimentos são sempre menores que o dos homens.

Por meio da negociação coletiva, muito já se avançou em relação aos direitos da trabalhadora, com garantias em relação à maternidade, por exemplo. No entanto, há muito a ser mudado. É preciso a construção e a materialização de cláusulas que tratem de equidade de gênero nas empresas e que haja sensibilização dos homens sobre a importância da igualdade de gênero e do compartilhamento das responsabilidades familiares. 

A mudança efetiva virá quando as mulheres ocuparem espaços de poder, em sindicatos, na direção das empresas, na política.

 Patrícia Lino Costa
Economista

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #03