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Jorge Nazareno
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FGTS: garantia do trabalhador, não do banqueiro

Por Jorge Nazareno - Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região 02 fev 2016

opiniao-barra-jorgeNa tão esperada reunião que selou a reativação do Conselhão (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social), na quinta-feira, 28, a presidenta Dilma Rousseff anunciou medidas que pretendem favorecer a retomada do crescimento. Mas, ao custo de mudanças em garantias fundamentais aos trabalhadores.

A presidente anunciou que vai mandar ao Congresso a autorização da utilização de 10% do valor que o trabalhador tem no FGTS e da totalidade da multa rescisória como garantia no caso de concessão de empréstimo consignado. Ou seja, se o trabalhador ficar inadimplente porque foi mandado embora, a multa será toda usada para pagar o banco e não o sustento de sua família.

Não concordamos que o FGTS seja dado como garantia aos banqueiros, que já usam escandalosas taxas de juros para manter seus lucros nas alturas. Entendemos que essa discussão não é oportuna.

A presidenta também reafirmou que este é o momento, a “oportunidade” de fazermos a reforma da Previdência. Colocar idade mínima é uma das bases dessa mudança, ou seja, punir o trabalhador que contribui ao longo de sua vida profissional. Esse é um debate que precisa ser aprofundado no Fórum de Trabalho e Previdência e reforçado no Congresso Nacional, mas reforçamos: em direito não se mexe. Vamos lutar em defesa das garantias dos trabalhadores.

Saudamos o diálogo, mas a pauta que interessa aos trabalhadores é a da geração do emprego, da política de renovação da frota, apresentada no documento do pacto pelo desenvolvimento apresentado à presidenta. 

Jorge Nazareno
Presidente do Sindicato dos
Metalúrgicos de Osasco e Região
[email protected]

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #02