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Metalúrgicos da região têm auxílio doença cortado pelo INSS

Por Auris Sousa | 08 nov 2016

Metalúrgicos que têm direito ao auxílio doença têm procurado o Sindicato em busca de ajuda. Isso porque o INSS (Instituto Nacional de Saúde e Seguridade Social) cortou o benefício, procedimento que impede o trabalhador de se afastar do trabalho e seguir o tratamento indicado. Solução: recorrer à justiça para tentar reverter a decisão.

Maurício soube que seu benefício foi cortado em 20 de outubro

Maurício soube que seu benefício foi cortado em 20 de outubro

Este é o caso de Maurício Monteiro da Silva. Há três anos, o companheiro foi diagnosticado com câncer e, desde então, estava afastado da Osram, onde trabalha há 14 anos. Conseguiu receber o auxílio doença do INSS neste período. Mas, em 20 de outubro, o pedido foi cortado. Em virtude de complicações ligadas ao câncer, hoje, Maurício convive com uma bolsa de colostomia e adquiriu sequelas em decorrência de um AVC (Acidente Vascular Cerebral).

“Eu não esperava isso, foi tudo assim: de uma hora para outra, eu estava com a doença. Ninguém espera. Esses três anos não foram fáceis”, desabafou o companheiro, de 43 anos, que tem três filhos para criar.

A companheira Meire Viera, de 35 anos, também vive o mesmo dilema. Trabalhadora da Etna Steel, há um ano sofre com diversos problemas de saúde. Tudo teve início com frequentes pneumonias. Mais tarde sofreu paralisia de parte do corpo e descobriu tumores na coluna vertebral e no calcanhar. Atualmente, tem dificuldades para ficar ereta, anda curvada. 

Para cortar o auxílio doença de Meire, o INSS alegou que a trabalhadora não contribuiu por 12 meses, o mínimo necessário para ter acesso a benefícios. Mas a informação não procede, como atesta sua carteira de trabalho. “Uma pressão psicológica enorme”, conta Meire, que está sem os devidos tratamentos, porque a Etna Steel cortou o convênio de seus trabalhadores.  

Pressão – Além de orientar os companheiros de forma jurídica, o Sindicato busca reunião com a Superintendência do INSS, em São Paulo, para que estes casos sejam resolvidos e para que outros trabalhadores não sofram o mesmo.

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #03