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Em meio à greve, linha privatizada da CPTM sofre pane

Por Rede Brasil Atual | 04 out 2023

Em meio à greve de 24 horas dos trabalhadores da CPTM, Metrô e Sabesp contra as privatizações do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), a linha 9-Esmeralda, controlada pela Via Mobilidade, sofreu mais uma falha técnica na tarde de terça-feira, 3. Uma pane elétrica paralisou a circulação dos três entre as estações Morumbi e Villa Lobos-Jaguaré.

De acordo com o site Diário dos Trilhos, os trens registravam “pipocos”, “miniexplosões” e fumaça enquanto circulavam pelo trecho que foi posteriormente paralisado. O incidente corrobora a versão dos grevistas, que denunciam o sucateamento das linhas privatizadas.

Horas antes, em pronunciamento no Palácio dos Bandeirantes, Tarcísio atacou a greve e defendeu as privatizações. “Quais são as linhas que estão funcionando hoje? Aquelas concedidas à iniciativa privada. Isso mostra que estamos na direção certa.”

Duas linhas controladas pela “Via Calamidade” responde por 63% falhas registradas na CPTM neste ano [Foto: reprodução]

A realidade, no entanto, tratou de desmentir o discurso do governador. Os trabalhadores em greve repudiam o argumento de que a privatização acarretaria em melhoria nos serviços. Pelo contrário, denunciam que as linhas que passaram à iniciativa privada apresentam um número crescente de falhas e acidentes.

O governo de São Paulo concedeu as linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda em janeiro de 2022. Elas operam agora sob controle da Via Mobilidade, empresa do grupo CCR. A mesma Via Mobilidade já operava as linhas 4-Amarela e 5-Lilás do metrô.

Recentemente, levantamento do portal g1 mostrou que, somente na CPTM, a Via Mobilidade responde por 63% falhas registradas neste ano. Foram 73 ocorrências nas linhas 8 e 9, enquanto as demais linhas sob controle do governo do estado registraram 33 falhas. Em função desses índices alarmantes de falhas, os trabalhadores apelidaram a concessionária de “Via Calamidade”.

Caos privatizado

A presidenta do Sindicato dos Metroviários, Camila Lisboa, afirmou que a greve de 24 horas tem justamente o objetivo de interromper o “caos” que a privatização vem causando no transporte público de São Paulo. Disse que seria “irônico, se não fosse uma dura realidade diária”, que a linha privatizada sofresse mais uma paralisação no mesmo dia da greve contra as privatizações.

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