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Em exposição contra o amianto, é celebrado a proibição do uso da fibra cancerígena no país

Por Bianca Silva | 24 fev 2023

 

O STF (Supremo Tribunal Federal) manteve nesta quinta-feira, 23, a proibição da extração, da industrialização, da comercialização e da distribuição do amianto crisotila no país. A decisão foi comemorada por diversos militantes que prestigiavam a abertura da exposição “Memorial das Vítimas do Amianto”, que acontece até sábado, 25, no Osasco Plaza Shopping. 

“O que se conseguiu foi uma construção social e precisamos lembrar sempre disso, não foi o trabalho de uma pessoa, foi um coletivo que foi se agregando a essa luta. Osasco tem um enorme significado para nós nessa luta, pois, em 2000 organizamos [aqui] um evento internacional e ali nasceu em Osasco o movimento mundial do banimento do amianto”, enfatizou Fernanda Giannasi, fundadora da Abrea (Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto).

Para o presidente do Sindicato, Gilberto Almazan (Ratinho), a decisão do Supremo entrará para a história, mas a luta continua. “Acabar com a mineração e a produção não significa acabar com o problema, o passivo ainda está aí. Ainda temos muita coisa para fazer pela frente”, avaliou.

Exposição contra o amianto

Organizada pela Abrea, a exposição tem o objetivo de resgatar a luta contra o amianto e lembrar das vítimas da fibra cancerígena. O Sindicato fez questão de prestigiar o lançamento. 

A exposição conta com algumas fotos de familiares e vítimas do amianto na Bahia, feitas pelo fotografo Inácio Teixeira. Também tem um painel com imagens de algumas das vítimas da fibra em São Paulo. O espaço também apresenta dois vídeos: um das vítimas, e outro que mostra a construção e a inauguração do “Memorial das Vítimas do Amianto”, ocorrida em Osasco, em 10 de dezembro.

Carlos Aparício Clemente relembrou sobre os primeiros passos do Sindicato no combate ao amianto na região. “ Em 1979, quando saiu a primeira Semsat (Semana de Saúde do Trabalhador), o tema era sobre doenças pulmonares, e o Sindicato abraçou essa luta. Mas foi só em 1993, quando a Fernanda Giannasi organizou um encontro internacional em São Paulo, que percebemos o problema ambiental causado pelo amianto e passamos atuar de outras formas, para combater e banir de vez o amianto na região e no país”, lembra Clemente.

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #03