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Para metalúrgicos, derrubar a reforma da Previdência é prioridade

Por - 08 fev 2017

A mobilização contra a reforma da Previdência proposta pelo governo de Michel Temer que restringe e dificulta o acesso dos trabalhadores à aposentadoria foi reforçada nesta quarta-feira, 8, pelos metalúrgicos de Carapicuíba, Itapevi e Jandira, de empresas como: AEPI, MKS, Ficosa, Budai, Prodec e Rayton. Os companheiros deixaram bem claro que derrubar a reforma, agora, é a prioridade da categoria.

Também não é para menos, a proposta do governo Temer fixa idade mínima de 65 para requerer aposentadoria e eleva o tempo mínimo de contribuição de 15 para 25 anos. A regra vai valer para homens e mulheres. Ciente disso, aos 53 anos, um companheiro da Açotécnica tenta correr com a papelada da aposentadoria. “Tudo indica que vou conseguir me aposentar ainda neste mês, mas se me enrolarem ainda mais eu terei prejuízo”, diz ele que tem 33 anos de contribuição e conta com a soma do serviço insalubre.

Companheiros da Açotecnica se uniram ao Sindicato contra a reforma da Previdência

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Os companheiros entenderam que o intuito do governo é  fazer o trabalhador contribuir por mais tempo, para, só então, conseguir melhorar o valor do benefício. Isso porque, se a reforma passar, o benefício será calculado com base em 51% mais 1% sobre cada ano trabalhado, que serão aplicados sobre a média de todas as contribuições. Para se aposentar com 100% do benefício, será preciso contribuir por 49 anos. “A intenção é que a gente não se aposente”, retrucou um companheiro da Açotécnica. 

Com apenas 27 anos, um companheiro da Budai disse que, apesar da pouca idade, já faz planos para a aposentadoria e não pretende muda-los. “A gente sempre pensa em como vai ser quando chegar à hora de se aposentar. O que o governo quer é que a gente aceite este absurdo mesmo, mas não devemos. Agora temos que nos unir para fazer a diferença”, ressaltou ele, que tem 9 anos de contribuição.

Os companheiros da Budai e Nyaço também mostraram que são contra a reforma da Previdência

Os companheiros da Budai e Nyaço também mostraram que são contra a reforma da Previdência

Durante as assembleias a diretoria reforçou para os companheiros que não existe rombo na previdência. “O que existe é má administração”, destacou o diretor Antonio de Souza, na porta da Açotécnica. Para os companheiros da Budai e Nyaço, o presidente do Sindicato, Jorge Nazareno, destacou a importância de a categoria estar mobilizada contra as ameaças. “Para a reforma entrar em vigor, vai depender da aprovação no Congresso. Por isso é necessária a participação de todos no mutirão, nos seminários do Sindicato. Também pressionem os deputados e senadores nas redes sociais, mandem e-mail para eles”, orientou Jorge.

Uma companheira já aposentada, mas que continua trabalhando na Forja Fix concorda com Jorge. Ela que trabalha no setor administrativo decidiu somar o salário mais o benefício para manter o seu padrão de vida. Aproveitou o momento para criticar a desvalorização das aposentadorias e o tratamento que a reforma proposta tem dado as mulheres. “A mulher sempre foi injustiçada e agora isso fica ainda mais claro, não é possível igualar a idade entre homens e mulheres”, destacou.

Na Forja Fix, os trabalhadores também estão organizados contra a reforma da Previdência

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