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CLEMENTE GANZ – Cor: Difença e desigualdade

Por admin | 30 nov 2012

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O Dieese divulgou estudos que mostram que as desigualdades entre negros e não negros no trabalho no Brasil, apesar de diminuírem, são expressivas (www.dieese.org.br). O desemprego e a jornada de trabalho são maiores para os negros e os salários, menores. Os negros ganham em média 62% do que ganha um não negro em São Paulo.

A situação da mulher negra é sempre pior se comparada com a do homem negro e a de homens e mulheres não negros.
Na educação, melhorou o tempo médio de escolaridade de toda a população, mas, a desigualdade permanece por causa de uma história muito longa. Os negros vieram para o Brasil como escravos e, desde então, lutam pela libertação plena. Nos piores postos de trabalho, com menores salários, na informalidade, vivem na pobreza, em condição econômica que os impede de construir uma mudança. Ao mesmo tempo, educação, saúde, assistência, habitação, entre outros, diferenciam as oportunidades.

A desigualdade se reproduz porque as oportunidades não são as mesmas para negros e não negros. É preciso oferecer condições e oportunidades que permitam que os negros construam a plena libertação que os coloque em situação de igualdade.

Para isso, são fundamentais as políticas públicas que promovem equidade no acesso à educação, saúde, assistência, cultura e criam condições econômicas para promover a igualdade.

 

CLEMENTE GANZ LÚCIO
Sociólogo, diretor técnico do Dieese
(Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconomicos)

 

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #01 - 2023