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Gilberto Almazan
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Pauta urgente da classe trabalhadora

Por Gilberto Almazan - Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região 25 fev 2026

A jornada de trabalho no Brasil segue, em linhas gerais, o mesmo modelo garantido pela Constituição de 1988. De lá para cá, o mundo mudou. A tecnologia avançou e o mercado de trabalho passou por profundas transformações. Mesmo assim, milhões de trabalhadores ainda enfrentam a escala 6×1, com pouco tempo para descanso, família e lazer. Já passou da hora de avançarmos para o fim da escala 6×1 e para a redução da jornada, sem redução salarial.

Trabalhar menos, com qualidade de vida e manutenção de direitos, é uma medida justa e compatível com os ganhos de produtividade das últimas décadas. Não se trata de privilégio, mas de distribuir melhor o tempo e a riqueza produzida. Neste sentido, as eleições deste ano serão decisivas para que essa pauta avance. Só com um governo e um Congresso comprometidos com os interesses da classe trabalhadora, conquistaremos mudanças concretas.

Os exemplos internacionais mostram o que está em jogo. Na Argentina, o atual governo tenta aprovar uma reforma que precariza direitos e amplia a jornada de 8 para 12 horas diárias. Enquanto isso, no México, a redução gradual da jornada de 48 para 40 horas foi aprovada, fato que demonstra que é possível avançarmos.

Para isso, termos representantes alinhados com a nossa pauta é fundamental para conquistarmos mais dignidade, mais direitos e mais qualidade de vida. O futuro do nosso trabalho depende das escolhas que fizermos agora. No momento, esta é a pauta urgente da classe trabalhadora.

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #03