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Brasileiro prefere emprego com carteira assinada, diz levantamento da CNI

Por Sabryne Almeida | 14 abr 2026
Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS)

Marcello Casal Jr / Agência Brasil

O emprego com carteira assinada segue como a principal preferência dos brasileiros, mesmo diante do avanço de formas mais flexíveis de trabalho. A pesquisa divulgada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) em parceria com o Instituto Nexus aponta que o modelo tradicional da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) ainda é visto como o mais atrativo, principalmente pelo acesso a direitos trabalhistas e à Previdência Social.

Os dados mostram que 36,3% dos entrevistados preferem empregos formais, enquanto 18,7% optam pelo trabalho autônomo. O emprego informal aparece com 12,3%, seguido pelo trabalho em plataformas digitais (10,3%). Outros 9,3% demonstram interesse em abrir o próprio negócio, e 6,6% preferem atuar como pessoa jurídica (PJ). Ainda assim, 20% afirmam não encontrar oportunidades atrativas.

Entre os jovens, a preferência pelo modelo formal chama atenção e reflete a busca por estabilidade no início da carreira. De acordo com o levantamento, 41,4% das pessoas entre 25 e 34 anos priorizam a CLT, assim como 38,1% dos jovens de 16 a 24 anos.

O trabalho por aplicativos, como motorista ou entregador, aparece majoritariamente como complemento de renda. Apenas 30% consideram essa atividade como principal fonte.

Além das preferências, a pesquisa também avaliou o nível de satisfação dos trabalhadores. A maioria se diz satisfeita com o emprego atual: 95% dos entrevistados demonstram satisfação, sendo 70% muito satisfeitos. Por outro lado, 4,6% estão insatisfeitos e 1,6% muito insatisfeitos.

A mobilidade no mercado de trabalho também se mostra limitada. Apenas 20% buscaram outro emprego recentemente. Entre os jovens de 16 a 24 anos, esse número sobe para 35%, enquanto entre trabalhadores com mais de 60 anos cai para 6%.

O tempo na função influencia esse comportamento: 36,7% dos trabalhadores com menos de um ano de emprego procuraram uma nova vaga, frente a apenas 9% daqueles com mais de cinco anos na mesma função.

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #06