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Dia de memória e luta reúne 77 entidades na Praça Vladimir Herzog

Por Igor Souza | 27 abr 2026

Com grande adesão de movimentos sindicais e sociais, o evento em São Paulo reforçou reivindicações por melhores condições de trabalho e marcou o Dia Internacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças Relacionadas ao Trabalho.

Com a praça lotada, representantes de entidades sindicais, movimentos sociais, órgãos públicos e da sociedade civil estiveram presentes na Praça Vladimir Herzog, no dia 26, para celebrar a data, que cai neste ano na terça-feira, dia 28.

A praça esteve lotada

O evento contou com a organização de 77 entidades que assinaram o manifesto referente ao 28 de abril. Clemente, do Sindicato, destacou que “o primeiro levantamento de problemas nacionais foi feito aqui, em 2024, na primeira edição do Ato e Canto pela Vida, e neste ano traz novas atualizações e reivindicações”. Segundo ele, essas atualizações refletem, os problemas relacionados à saúde e o descaso com os trabalhadores.

Diversos representantes de entidades também tiveram momentos de fala, como José Carlos do Carmo (Kal), representante do SUS (Sistema Único de Saúde), que ressaltou a importância da união para fortalecer a luta pela saúde e segurança dos trabalhadores. “Essa luta é fundamental para que avancemos e para que, no próximo ano, quando novamente estivermos aqui, possamos ter resultados melhores”, afirmou.

Em seguida, Cleonice Caetano, vice-presidente da UGT, afirmou: “Aqui conseguimos reunir todas as centrais sindicais e diversos sindicatos que atuam na luta contra o adoecimento no local de trabalho. ”

José Clovis da Silva, presidente da Fundacentro, ressaltou a atuação da entidade na produção de conhecimento científico em prol da saúde do trabalhador. Remígio Todeschini, diretor da Fundacentro, afirmou que “a primeira convenção da OIT foi a da redução da jornada de trabalho, o que contribuiu para a diminuição de acidentes no local de trabalho”, e enfatizou que o fim da escala 6×1.

Com um resgate dos anos anteriores, Antonio Fojo, chefe de fiscalização na área de legislação da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em São Paulo, afirmou que “foi a partir de 2024 que conseguimos um dos maiores concursos de auditores fiscais dos últimos 30 anos”. Ele também destacou que a proximidade com as centrais sindicais contribuiu para o fortalecimento da fiscalização nos locais de trabalho, auxiliando a SRTE-SP.

Ao final do evento, Sérgio Gomes, jornalista da Oboré e um dos idealizadores do Ato e Canto pela Vida, ressaltou a importância do jornalismo na pauta trabalhista e passou a palavra a Fernando Morais, que destacou: “Nesta praça, que homenageia dois companheiros nossos que deram suas vidas por essa luta que sustentamos hoje, a luta por melhores condições de trabalho, salários e, sobretudo, pelo fim da escala 6×1”. Durante o evento, ele também distribuiu autógrafos de seu mais novo lançamento, Lula: Volume 2, segunda parte da biografia do atual presidente da República.

Jornalista Fernando Morais colocou sua mão na “Árvore da Vida”

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