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Greves no Brasil cresceram 14% em 2025 e ultrapassaram mil mobilizações, aponta DIEESE

Por Sabryne Almeida | 24 abr 2026
Servidores de hospitais federais no Rio fazem ato por reajuste salaria | Agência  Brasil

Tânia Rêgo/Agência Brasil

Em 2025, o Brasil registrou 1.006 greves, dado 14% maior que o ano anterior, quando foram contabilizadas 880 paralisações. Os dados são do estudo Balanço das Greves de 2025, divulgado pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Segundo o levantamento, o avanço foi puxado principalmente pelas empresas estatais, onde as mobilizações cresceram 54%, e o setor privado teve alta de 23%. No funcionalismo público, o total de greves permaneceu estável. Ainda assim, o setor privado concentrou a maioria das paralisações registradas no país, com 53,6%.

Apesar do aumento no número de movimentos, o volume de horas paradas caiu 10%, passando de 36,7 mil para 33,1 mil horas. O funcionalismo público concentrou 55,2% desse total.

Entre as principais reivindicações, o reajuste salarial apareceu em primeiro lugar, presente em 35,1% das greves. Em seguida vieram demandas por alimentação (27,6%), pagamento de salários atrasados (25,8%) e melhores condições de trabalho (24,5%).

O estudo mostra ainda que 59,4% das paralisações foram encerradas no mesmo dia em que começaram, enquanto 9% duraram mais de dez dias. Já as greves de advertência corresponderam a 43,5% das mobilizações.

Para o presidente do Sindicato, Gilberto Almazan (Ratinho), o crescimento das paralisações reflete a insatisfação dos trabalhadores. “O aumento no número de greves em 2025 mostra que os trabalhadores não vão aceitar calados salários defasados, atraso de pagamentos e condições precárias de trabalho. Quando falta diálogo e respeito aos direitos, a greve segue sendo um instrumento legítimo de pressão e conquista. ”

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #07