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Programa fortalece cumprimento da Lei de Cotas nas metalúrgicas da região

Por Auris Sousa | 11 set 2025

A inclusão de pessoas com deficiência avança nas fábricas. Em agosto, 52,8% das empresas acompanhadas pelo Programa Valorizando a Inclusão pela Lei de Cotas no setor Metalúrgico de Osasco e Região ampliaram as contratações, 22,2% estagnaram e 25% reduziram os postos de trabalho exigíveis pela lei.

Antonio Carlos e Jaqueline têm deficiência auditiva e trabalham na Esquadrisul, em Embu das Artes [Foto: Bianca Lage]

A ação em curso é uma iniciativa conjunta da SRTE-SP (Superintendência Regional do Trabalho de São Paulo) e do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região e já mostra outros resultados animadores.

Em junho deste ano, quando foi lançado, o índice de contratação estava em 73,5% nas empresas analisadas. Em julho o índice de contratação subiu para 76,8% e, em agosto, saltou para 79,5%.

“Os resultados já estão chegando. Apesar de ser ainda de forma lenta, as contratações estão acontecendo. Isso é positivo e colabora para termos mais ambientes inclusivos em todas as empresas da região”, celebra Carlos Aparício Clemente, coordenador do Espaço da Cidadania.

Em junho, foi lançada a segunda etapa do Programa em parceria com a SRTE [Foto: Auris Sousa]

Outro dado positivo é que, desde o início da segunda etapa do Programa, um quarto das empresas já cumpre integralmente a Lei de Cotas. Para que este cenário seja uma realidade em outras fábricas, o trabalho de acompanhamento segue firme em setembro, com maior atenção àquelas que já haviam sido notificadas em anos anteriores pelo Ministério do Trabalho.

Vale ressaltar que fazem parte deste Programa apenas as empresas que, legalmente, devem cumprir a Lei de Cotas, mas que não cumprem parcialmente ou integralmente. Pela legislação, as empresas devem reservar vagas para pessoas com deficiência em percentuais que variam de 2% a 5%, conforme o número geral de trabalhadores.

“O programa reforça a ideia de que inclusão não é mais é uma obrigação, é um direito e um passo essencial para um ambiente de trabalho mais justo e diverso”, avalia o presidente do Sindicato, Gilberto Almazan (Ratinho).

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Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #03