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Nissan adota práticas antissindicais no Mississipi

Por Cristiane Alves | 08 ago 2017

Em uma eleição de dois dias, os funcionários da fábrica da Nissan Canton, localizada no estado americano de Mississipi, votaram contra a representação do sindicato para os trabalhadores. O placar foi 2244 contra 1307 a favor. A votação começou quinta-feira, 3, com a supervisão e apoio de entidades como a nossa confederação, a CNTM, que foi representada por Mônica Veloso, vice-presidente da entidade e do nosso Sindicato.

Nissan e outros dirigentes sindicais apoiam a luta na Nissan

Para chegar ao resultado, a Nissan lançou mão dos métodos mais baixos para evitar que os mais de 3 mil trabalhadores da planta optassem por não ser representados pelo sindicato UAW, inclusive em questões salariais, de saúde e segurança e evitando a precarização de suas condições de trabalho. “O jogo é pesado! A montadora usa espaços na TV, em outdoors, fixam cartazes para impedir a sindicalização. Ela até criou um programa para facilitar a compra de carros para os trabalhadores que não se sindicalizarem. Práticas anti-sindicais que têm de ser combatidas e denunciadas”, denuncia Mônica.

O resultado não é considerado uma derrota pelas lideranças da UAW. “Estamos decepcionados, mas não nos surpreendemos com o resultado em Canton”, disse Gary Casteel, secretário-tesoureiro do UAW. “Claramente, a Nissan não honrará o direito dos trabalhadores de estar livre de coação e intimidação sem um mandato judicial vinculativo que exija que a empresa pare”.

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #03