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Encontro reforça inclusão (NR-5) e prevenção aos riscos à saúde mental (NR-1) no trabalho

Por Redação | 21 maio 2026

Por Auris Sousa, Igor Souza e Sabryne Almeida 

Especialistas reforçaram nesta quinta-feira, 21, para mais de 240 cipeiros e cipeiras o alerta sobre os impactos da violência no ambiente de trabalho e a importância da gestão dos riscos que afetam a saúde mental dos trabalhadores. O debate, que aconteceu na sede do Sindicato, também evidenciou o papel da CIPA (Comissão Interna de Prevenção e Acidentes e Assédios) na inclusão da pessoa com deficiência e na acessibilidade.

“Abordarmos temas extremamente importantes: o papel da CIPA na inclusão das pessoas com deficiência e as questões da NR-1 que fala sobre os riscos psicossociais. Hoje, há muitos trabalhadores afastados pela Previdência em decorrência do adoecimento mental, é o maior número. Precisamos ter medidas fortes, junto com as empresas e cipeiros, para amenizarmos os danos na saúde mental dos trabalhadores e das trabalhadoras”, destacou o presidente do Sindicato, Gilberto Almazan (Ratinho).

Os principais prejuízos causados pelo assédio moral e demais violências no trabalho foram apresentados por Daniela Sanches Tavares, psicóloga e técnica da Fundacentro, bem como a importância de enfrentá-los. Ela destacou comportamentos que favorecem conflitos profissionais, como metas abusivas, competitividade excessiva, modelos de gestão autoritários e sistemas de avaliação de desempenho que estimulam pressão e embates diretos entre trabalhadores, tendo como consequência situações que ultrapassam o limite do aceitável.

“As relações interpessoais do trabalho têm um molde, não se dão livremente como nos demais lugares. O chefe tem uma meta a cumprir e tem que levar a equipe a atingi-la. Então, temos que problematizar este modelo de gestão que impõe metas impossíveis”, falou Daniela, ao chamar os companheiros e companheiras para reflexão.

NR-1 – Deise Canhisares, da Gerência Regional do Trabalho e Emprego em Osasco, destacou que a saúde mental precisa ser reconhecida e mapeada como parte essencial da NR-1, com identificação de perigos, avaliação de riscos e medidas de controle contínuas. “Esta questão já estava subentendida na NR-1, mas, agora, é exposta de uma forma muito clara”, destacou, ao enfatizar que as empresas deverão incluir a questão da saúde mental na GRO (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais).

Mortes no Trabalho

Eduardo Bonfim, técnico do Diesat (Departamento Inter- sindical de Estudos e Pesquisas de. Saúde e dos Ambientes de Trabalho), foi o mediador do Encontro. Dentre suas importantes considerações, ele chamou atenção para a questão das mortes e mutilações em decorrência do trabalho.

“A violência no trabalho tem uma média anual de onze aviões caindo por mês. Este é o impacto da violência no trabalho”, enfatizou ele, e completou: “Por ano, mais de 91 mil pessoas são invalidades em decorrência da violência do trabalho. Estamos falando dos registros oficiais, sem caracterizar a subnotificação, que este é o custo do silêncio, que acontece por retaliação ou falta de atitudes”.

CIPA e Inclusão

“Um bom ambiente de trabalho tem como componente essencial a inclusão e a acessibilidade”, destacou Rafael Publio, da Santa Causa, ao destacar pontos cruciais pelos quais a CIPA é responsável para manter um bom ambiente, onde os trabalhadores estejam seguros e sejam respeitados.

Além disso, Publio enfatizou a necessidade de eliminar barreiras. “O que impede a participação de pessoas com deficiência não é a deficiência que ela, são as barreiras. Nelas, vocês, cipeiros e cipeiras, podem e devem trabalhar”, destacou ele que explicou:

“Quando a gente fala de barreiras, podemos pensar desde as arquitetônicas, como na forma em que as coisas são feitas, até a comunicação, mas principalmente na atitude, qual é ela: o preconceito”.

Homenagem – Durante o encontro, Marcos Martins, ex-vereador e ex-deputado estadual, foi homenageado. Na ocasião, um vídeo homenagem destacou a pessoa, a militância e projetos dele em prol da classe trabalhadora. Falecido em 2025 em decorrência de um câncer agressivo, Marcos Martins teve sua trajetória de vida marcada na luta em defesa da classe trabalhadora, entre elas: o banimento do amianto, do mercúrio e a criação do Dia do Cipeiro. Sueli, sua esposa, recebeu a placa em homenagem ao ex-deputado.

[Fotos: Auris Sousa e Igor Souza]

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