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Em SP, 1 milhão de pessoas são dependentes de álcool

Por Auris Sousa | 18 fev 2013

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Em SP

Ingerir bebidas alcoólicas nas rodas de colegas, nas festas familiares, nos finais de semana e sempre antes as refeições se tornou um hábito na vida de um metalúrgico de Osasco. O companheiro não é o único dependente de álcool. Segundo o Ministério da Saúde, no Estado de São Paulo ao menos 1 milhão de pessoas sofrem desse mal.

Para o metalúrgico, o álcool parecia nunca lhe causar grandes problemas, pelo contrário: Quanto mais bebia, melhor se sentia e melhor se alimentava. “É uma necessidade, me alimento melhor quando bebo. Meu comportamento é amigável, não me torno uma pessoa agressiva. Não percebo a gravidade do problema, quando bebo em excesso fico mais contente”, explicou.

A visão do companheiro mudou quando descobriu que estava com problemas no fígado e início de hepatite devido ao excesso do álcool. Para tratar da saúde, ficou dois anos sem ingerir bebidas alcoólicas, evitou festas e convívio com aqueles que consumiam álcool. Passado o sufoco e com a saúde estável, o companheiro voltou a beber. “A minha tendência é reduzir até parar. Hoje sou controlado, meu planejamento é reduzir cada dia mais o consumo”, se defende.

Doença Crônica e com recaídas

A OMS (Organização Mundial da Saúde) considera o alcoolismo como uma doença crônica. Segundo ela, o alcoolismo causa quase 4% das mortes no mundo todo, mais do que a Aids, a tuberculose e a violência. No Brasil, o dia 18 de fevereiro é reservado para celebrar o Combate Nacional ao Álcool, com o objetivo de conscientizar a população sobre os males da substâncias.

Segundo o Ministério da Saúde, embora o alcoolismo seja uma doença tratável, ainda não há cura. Isto porque uma pessoa com problemas alcoólicos está suscetível a recaídas. [Foto: Dave Dyet/Stock e Agência Brasil]

 

 

 

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