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Em assembleia, metalúrgicos reafirmam luta contra retirada de direitos

Por Auris Sousa | 17 ago 2016

Os metalúrgicos de Osasco e região atenderam ao chamado do Sindicato e compareceram às assembleias, que ocorreram nas portas das fábricas na terça-feira, 16, no Dia Nacional de Mobilização e Luta pelo Emprego e pela Garantia de Direitos. A luta é contra a perda de direitos trabalhistas e previdenciários e faz parte de uma agenda comum das centrais sindicais.

Na região de Osasco, companheiros de diversas empresas reafirmaram que a união é o único caminho para derrotar as medidas conservadoras do governo interno. Temer tem aproveitado da recessão econômica para tentar emplacar a idade mínima para as aposentadorias e uniformizar as regras da previdência para homens e mulheres. Entre tantas outras medidas que só tendem a prejudicar o trabalhador. “A briga é com o governo, são com os parlamentares”, ressaltou o presidente do Sindicato, Jorge Nazareno, em frente a Meritor.

Em Osasco, a assembleia foi unificada e reuniu os trabalhadores da Meritor, Aliança, Belgo, Cimaf, Magnus, Etna Steel e Mecano Fabril. O diretor Edson Cogo chamou a atenção dos companheiros para a necessidade de unidade e mobilização para enfrentar os ataques. “O que o governo está propondo é um absurdo, não podemos abaixar a cabeça”, avalia uma companheira da Mecano Fabril.

O presidente do Sindicato explicou que os riscos são grandes. “Se a gente não arregaçar as mangas, se não unirmos esforços, nós vamos perder muito direitos que, se perdermos, vamos levar talvez 30, 40 anos para recuperar. Se recuperar”, alertou.  

Jorge reforçou aos trabalhadores que o país está prestes a entrar num retrocesso. “Se anos atrás a gente falava nós queremos mais, mais e mais, agora nós estamos discutindo: nós não podemos perder o emprego, o direito a aposentadoria, o direito a férias, o direito ao 13º, e não virar terceirizado”, reforçou.

Preocupado, um companheiro da Meritor torce para que todos os brasileiros entendam os riscos que todos os trabalhadores estão correndo. Com 49 anos, faltam apenas dois anos para ele se aposentar. “É uma atitude penosa, o trabalhador só perde com essas mudanças. Por isso eu acho importante o Sindicato fazer atos como este, a gente não pode aceitar isso”, enfatizou. 

 

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #03