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Debates sobre democracia, trabalho e inclusão pautam 1° Encontro Regional de Direito Sindical

Por Igor Souza | 10 dez 2025

Com o objetivo de promover o diálogo e fortalecer a relação entre o mundo jurídico e o movimento sindical, aconteceu nesta quarta-feira, 10, na Sala Osasco, o 1° Encontro Regional de Direito Sindical, que trouxe debates sobre democracia, direito, inclusão e o combate à violência contra a mulher. O evento foi organizado pela Comissão de Direito Sindical da OAB Osasco.

A abertura contou com falas de diversos representantes das centrais sindicais e autoridades, entre eles o ex-presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha, que enfatizou que a luta dos trabalhadores é histórica.

João Paulo Cunha na abertura do evento

“Osasco é um exemplo. A greve da Cobrasma está na história. Os trabalhadores resistiram à ditadura militar, resistiram ao neoliberalismo, que foi o ataque mais violento à classe trabalhadora na história recente”, afirmou.

Além de destacar a trajetória de resistência da classe trabalhadora, João Paulo ressaltou a importância de compreender o novo mundo do trabalho, marcado pelas mudanças tecnológicas, pelas novas formas de organização laboral e pelo desejo dos trabalhadores de progredir. Ao final, destacou que sindicatos e centrais precisam ter lado e esse lado é o dos trabalhadores que produzem, pois é a partir dessa perspectiva que se constrói uma sociedade mais justa e democrática.

A primeira mesa do encontro teve como mediadores Neiva Ribeiro, presidente dos Bancários de São Paulo e Osasco, e o secretário-geral do Sindicato e membro da Comissão de Direito Sindical, João Batista, e debateu o tema “Trabalho, Estado e Democracia”. Na ocasião, João destacou que a criação da Comissão de Direito Sindical de Osasco é um avanço fundamental para a sociedade, enfatizando:

“Nunca houve uma comissão constituída. Esta é a primeira. Nunca tivemos essa abertura para integrar o movimento sindical à OAB, e isso é essencial. ”

O secretário-geral do Sindicato João Batista foi homenageado

Ao final da mesa, Carlos Aparício Clemente, do Espaço da Cidadania, expôs que 17.280 vagas da Lei de Cotas seguem sem preenchimento em Osasco e nas 15 cidades da GRT (Gerencia Regional do Trabalho), gerando quase R$ 900 milhões anuais em salários não pagos e evidenciando o forte capacitismo ainda existente. Ele defendeu uma ação conjunta dos atores sociais para mudar esse cenário.

Carlos Aparício Clemente também foi homenageado

“A inclusão vai garantir mais emprego para todos, mais qualidade do emprego para todos”, destacou.

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