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Categoria atende ao chamado do Sindicato e lota sede

Por Auris Sousa | 19 mar 2014

Em nome da igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, a categoria atendeu o convite do Sindicato e lotou a sede da entidade, no sábado, 15.  O evento foi organizado pela diretoria do Sindicato e pelo Coletivo das Mulheres Sindmetal, em alusão ao Dia Internacional das Mulheres.

Nomeado de “Igualdade de oportunidades: essa luta é nossa”, o evento fez trabalhadoras e trabalhadores refletirem sobre seus direitos e deveres. Isto porque durante o encontro pautas importantes entraram em xeque e renderam um debate frutífero. Um companheiro da Adinep aprovou a iniciativa. “É importante o Sindicato promover encontros como este, porque todos precisam se conscientizar da importância de lutar por direitos iguais a todos”, avaliou.

Uma companheira da Arbame assina em baixo. “Trazer os homens para debater a igualdade de direitos é importante, afinal eles não estão sozinhos no mundo”, ressaltou.

Avanços e lutas por igualdade

A técnica do Dieese, Camila Ikuta, apontou que há avanços das mulher no mercado de trabalho, principalmente nas contratações. No entanto, as desigualdades ainda persistem: as mulheres continuam ganhando menos, seu salário equivalia a 77% dos homens, mesmo sendo mais escolarizadas que eles; elas ainda são exceção em cargos importantes e de decisão, embora seja crescente o número delas em algumas ocupações. 

Além disso, ainda são as principais responsáveis nos afazeres domésticos e cuidados com as crianças e/ou idosos. “A sobrecarga de jornada de trabalho tem efeito negativo para a mulher, que fica impossibilitada de investir na carreira profissional, na educação/qualificação e lazer”, enfatizou Camila. 

Por isso, que o movimento sindical defende a responsabilidade compartilhada, para que homens e mulheres disfrutem dos mesmos direitos e deveres. Isto porque o acumulo de tarefas colaboram para a falta de acesso das mulheres a espaços de decisão, que por sua vez as impedem de ter ainda mais autonomia. 

Vereador de Osasco, Alex da Academia, Arnaldo Gonçalves, Secretário Nacional de Saúde e Segurança no Trabalho, e a diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações no Estado de São Paulo, Edna Medeiros, também contribuíram com o debate. 

Chega de violência – A violência sofrida pela mulheres também fez parte do debate. Isso porque apesar dos avanços e das leis, como a Maria da Penha, quando tratamos de proteção da mulher a realidade é complexa e que a lei sozinha é insuficiente para mudar a situação.

Segundo apresentação da secretária de Cidadania e Direitos Humanos da Força Sindical, Ruth Coelho, estima-se que uma mulher seja agredida a cada 5 minutos no país e a cada três pessoas atendidas no SUS (Sistema Único de Saúde) por violência doméstica, duas são mulheres.

Os números revelam também que até a mais extrema violência – o homicídio – está presente no cotidiano de muitas mulheres: entre 1980 e 2010, mais de 92 mil foram assassinadas, sendo 43,7 mil só na última década – ou seja, em média, a cada 2 horas uma brasileira foi morta em condições violentas, segundo o Mapa da Violência 2012.

Mais debate em Caraguá – No segundo semestre deste ano, o Sindicato promoverá um encontro entre as mulheres na Colônia de Férias da entidade, em Caraguatatuba. Logo, as companheiras sócias que participaram do encontro de sábado estão automaticamente inscritas para participar dos debates na Colônia. 

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #10