As centrais sindicais realizaram nesta terça-feira, 20, ato em frente ao Banco Central, na Avenida Paulista, que exigiu a isenção do imposto de renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil, e contra os altos índices de juros praticados no país. O Sindicato esteve presente.
Sindicato esteve presente em ato na Av. Paulista
Durante o protesto, os dirigentes sindicais destacaram a importância de reduzir os juros altos, que impactam diretamente no poder de compra da população e dificultam o acesso ao crédito. Também enfatizaram a necessidade de o Brasil reduzir a taxação do imposto de renda para garantir uma maior justiça fiscal e aliviar a carga tributária para os trabalhadores.
Sindicato foi representado por Francieldo, Rafael, Izaias e Wilson
“Esperamos que as nossas reivindicações tenham destaque na agenda política e econômica do país, porque elas contribuem para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária”, destaca o diretor do Sindicato Wilson Costa.
Os membros do Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, iniciaram hoje a reunião para decidir sobre a nova Taxa Selic que está em 13,25% ao ano. A decisão deve ser divulgada nesta quarta-feira, 19.
Ato foi contra a alta dos juros
O presidente da Força Sindical, Miguel Torres alerta que, caso seja confirmada a expectativa do mercado financeiro e os membros do Copom decidam aumentar a Taxa Selic, o Banco Central, mais uma vez, se curvará aos interesses dos especuladores. “A atual taxa é extorsiva”, diz Miguel.
Imposto de renda – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou nesta terça, 18, ao Congresso o projeto de lei que dá isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês e desconto parcial para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7 mil mensais, o que reduzirá o valor a ser pago. Com as medidas, se aprovadas, cerca de 10 milhões de contribuintes devem deixar de pagar IR a partir de 2026.
Manifestação também defendeu a isenção do imposto de renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil
Para compensar a perda de arrecadação, estimada em R$ 27 bilhões em 2026, a proposta prevê taxar quem ganha mais de R$ 50 mil por mês, o equivalente a R$ 600 mil por ano. A alíquota será gradual até 10% para quem ganha R$ 1,2 milhão ou mais por ano. [Com informações de agências de notícias]
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