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Acidente decepa mãos de companheiro na Huffix

Por Cristiane Alves | 25 fev 2014

Diretores do Sindicato informam trabalhadores sobre medidas adotadas pelo Sindicato para que causas de acidente de trabalho sejam apuradas

O Sindicato quer providências para investigar, corrigir as causas e punir os responsáveis pelo acidente que provocou amputação das duas mãos do auxiliar de produção Ricardo Cesar Coura, trabalhador da Huffix, de Santana de Parnaíba.

Para isso, o Sindicato aguarda a fiscalização do Ministério do Trabalho, a solicitação foi encaminhada no último dia 17 e feita pessoalmente ao superintendente regional do Trabalho de São Paulo, Luiz Antonio de Medeiros, na sexta-feira, 21.

O acidente aconteceu em 30 de dezembro, mas o Sindicato só ficou sabendo em 14 de fevereiro, por meio de denúncia anônima de um trabalhador solidário a Ricardo. Isso porque, passados 45 dias, a empresa não havia entregue a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) nem a ata da reunião da Cipa ao Sindicato, como é sua obrigação legal.

As mãos de Ricardo ficaram presas na dobradeira que ele operava, quando, segundo a denúncia, o trabalhador colocou a mão dentro da máquina para pegar uma peça que havia caído atrás do equipamento. A máquina foi acionada, ocorrendo o acidente. Ricardo estava na empresa há apenas 14 dias.

Depois de várias cirurgias, as duas mãos do companheiro foram amputadas. Mesmo assim, no documento em que a empresa descreve a análise do acidente, é atribuída a ele a responsabilidade pelo que aconteceu: “O funcionário derrubou a peça atrás da faca de dobra, e ao tentar pegar não acionou o botão de emergência que impede que a faca desça, se caso o pedal de acionamento for acionado acidentalmente. Neste caso o funcionário não se preocupou com a possibilidade de acontecer um acidente”.

O Sindicato vai cobrar investigação e está à disposição do trabalhador para orientar sobre seus direitos. “É importante que a gente tome conhecimento o quanto antes de fatos como estes para que a gente possa buscar as providências para que não ocorram outros acidentes iguais”, orienta o diretor Sertório Aparecido.

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #07