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Programa de Empregabilidade chega ao Cesit, na Unicamp e reforça a importância da pesquisa cientifica

Por Auris Sousa | 19 jun 2026

Programa de Ação para a Empregabilidade da Pessoa com Deficiência reforça o importante papel da pesquisa cientifica na luta pela inclusão das pessoas com deficiência no local trabalho. Isso porque, nesta sexta-feira, 19, chegou ao Cesit (Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho, da Unicamp), para conhecer o Núcleo de Pesquisas sobre Mercado de Trabalho e Pessoas com Deficiência.

Na abertura da roda de conversa, José Dari Krein, diretor do Cesit, apresentou o Centro, criado em 1989. “Foi criado aqui dentro da Universidade como um centro de pesquisa, mas que também sempre buscou estabelecer alguma uma interlocução com as forças organizadas da sociedade brasileira, o movimento sindical, movimentos sociais, instituições públicas e outras organizações que tratam o tema do trabalho”, explicou ele, que reforçou: “Portanto, fazemos esse serviço como parte da Universidade, para retornar para a sociedade as pesquisas e reflexões que realiza”.

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Durante a roda de conversa, os visitantes conheceram os principais estudos desenvolvidos pelo Núcleo, entre eles, o que analisa o cumprimento da Lei de Cotas no mercado de trabalho no Estado de São Paulo. Também foram apresentados o estudo sobre o tratamento do tema nas negociações coletivas e um recorte específico sobre a contratação de trabalhadores com deficiência auditiva.

As pesquisas foram apresentadas por Guirlanda Castro Benevides, coordenadora do Núcleo, Rita de Cassia Scagliusi, e Pedro Daniel Blanco Alves. Com dados importantes, eles reforçaram a importância da pesquisa científica como instrumento para compreender os desafios da inclusão, mas que também podem colaborar com a luta em defesa do direito ao trabalho das pessoas com deficiência.

Luta pela Inclusão é Necessária – Carlos Aparício Clemente, coordenador do Espaço da Cidadania, reforçou a importância da visita. “Para nós, é estratégico vir aqui porque a Lei de Cotas vai fazer 35 anos em julho, mas é só cumprida pela metade, seja no Brasil, no estado de São Paulo ou em Osasco. No entanto, tem muita gente fazendo um trabalho muito legal, mas quase a metade de quem tem de cumprir a Lei está cumpre, o restante está esperando que alguma coisa aconteça e, nós, queremos que algo aconteça, por isso é tão importante estar aqui”, enfatizou Clemente.

O Secretário dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Arujá, Doutor Ronilson Silva, que também é coordenador da Câmara Técnica de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência do CONDEMAT (Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê), fez questão de participar da roda de conversa e destacou que o evento demonstra uma grande responsabilidade para que os órgãos públicos possam efetivamente realizar políticas públicas que deem ênfase à empregabilidade da pessoa com deficiência.

“Nós gostaríamos muito que a empregabilidade da pessoa com deficiência não fosse meramente uma escolha por CID, que é o Código Internacional de Doenças, mas sim pela capacidade que cada pessoa tem ao demonstrar, em seu currículo, as suas habilidades. É importante avançarmos nesse tema. É importante, principalmente, que haja uma conscientização entre os empresários para que eles não façam isso por uma obrigação legal, mas sim por uma responsabilidade social com o tema, que é fazer com que a pessoa com deficiência possa ter dignidade, que ela possa ter o poder de se sustentar com o dinheiro do seu próprio trabalho”, destacou. 

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