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Sindicato exibe documentário sobre a luta pela anistia em 1979

Por Igor Souza | 08 maio 2026

O documentário Anistia 79 foi exibido na sede do sindicato na quinta-feira, 7.

Com foco na Conferência Internacional pela Anistia no Brasil, realizada em Roma em 1979, em defesa da anistia dos brasileiros banidos pela Ditadura Militar no Brasil e na denúncia das condenações impostas pelo regime, a obra destaca o presente e o passado por meio da presença de filhos de anistiados, especialistas e, claro, dos próprios anistiados, como José Pedro da Silva, ex-diretor do sindicato.

Sociedade comparece para assistir em primeira mão o documentário

“Esse filme relata para a gente do que eles eram capazes de fazer (os militares da ditadura), mas também mostra o que podemos fazer por meio da fraternidade, da solidariedade e da igualdade, que são os motivos da nossa luta. Todo socialista quer isso!” destacou José Pedro.

José Pedro, ex-diretor do Sindicato e figura presente no documentário e o presidente do Sindicato Gilberto Almazan (Ratinho)

Na abertura, o presidente do Sindicato, Gilberto Almazan, entregou o livro dos 61 anos do Sindicato aos produtores do filme e destacou a importância da memória da luta operária contra a ditadura militar.

“Tivemos outros companheiros nessa luta, que nas greves de 68, 78 e 79, fizeram surgir grandes lideranças na região. E é com essa mesma resiliência do passado que devemos agir agora, em um momento em que a democracia está ameaçada”, afirmou Gilberto Almazan.

Hamilton Lopes, Anita Leandro, José Pedro, Alice de Andrade e Gilberto Almzan (Da esquerda para direita)

Esteve presente na exibição a diretora do documentário, Anita Leandro, que destacou, na abertura, a importância de o filme ser exibido no sindicato.

“Um local de luta, um local de memória e um dos mais importantes na luta pela anistia. A classe operária teve um papel muito importante com as greves de 1978, em um momento de grande organização nacional pela anistia no Brasil.”, resgatou Anita Leandro.

Alice de Andrade, produtora do filme, esteve presente ao lado de Hamilton Lopes, peça fundamental na construção do documentário, que contribuiu com gravações inéditas da conferência realizada em Roma.

Ao final da exibição, houve um debate aberto para comentários e reflexões sobre, a anistia e a importância de preservar a memória histórica para que opressões, torturas e golpes não voltem a acontecer.

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Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #07