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Desigualdade marca presença feminina no mercado de trabalho

Por Sabryne Almeida | 10 mar 2026
Carteira de trabalho digital.

Reprodução/Agência Brasil

O DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgou na sexta-feira, 6, infográfico que mostra a situação das mulheres no mercado de trabalho. A pesquisa, disponível no site da instituição, reúne dados que evidenciam as desigualdades enfrentadas pelas trabalhadoras brasileiras.

Dados do 4º trimestre de 2025 da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), do IBGE, indicam que o Brasil contava com 90,5 milhões de mulheres com 14 anos ou mais. Desse total, quase a metade cerca de 47,8 milhões fazia parte da força de trabalho.

As desigualdades aparecem logo nos rendimentos. Mesmo trabalhando, as mulheres recebem, em média, 21% a menos que os homens. Em cargos de direção, a diferença é ainda maior: mulheres ganham aproximadamente 28% menos.

O levantamento também compara indicadores como taxa de desemprego, renda média e a proporção de mulheres que recebem até um salário mínimo nas diferentes regiões do país. O Nordeste apresenta os menores rendimentos médios e também concentra a maior parcela de mulheres que ganham até um salário mínimo.

No Sudeste está a maior presença feminina no mercado de trabalho, embora a desigualdade salarial continue. Em São Paulo, por exemplo, o rendimento médio das mulheres é de R$ 3.599, inferior à dos homens (R$ 4.723).

No Centro-Oeste, a renda média feminina pode ultrapassar R$ 5 mil (no Distrito Federal), mas a diferença salarial persiste (22%). Já o Sul apresenta as menores taxas de desemprego entre as mulheres, variando entre cerca de 2% e 5%, dependendo do estado.

Outro dado relevante é que muitas mulheres permanecem fora do mercado de trabalho por causa das responsabilidades domésticas. Atualmente, cerca de 13 milhões de brasileiras não trabalham por cuidar da casa ou da família, evidenciando o peso da dupla jornada feminina.

Em síntese, o infográfico mostra que, embora haja uma grande presença de mulheres no mercado de trabalho, elas ainda enfrentam desigualdades salariais e condições diferentes conforme fatores como região, raça, informalidade e responsabilidades domésticas.

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #04