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Lula pede que fim da escala 6×1 seja um acordo feito por trabalhadores, empresários e governo

Por Sabryne Almeida | 04 mar 2026
São Paulo (SP), 03/03/2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa da II Conferência Nacional do Trabalho. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

Reprodução/Agência Brasil

Na noite desta terça-feira, 3 de março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs que o fim da escala 6×1 seja um acordo entre trabalhadores, empresários e governos, e ressaltou que a redução da jornada de trabalho deve ser personalizada para cada categoria.

A declaração foi feita na abertura da II Conferência Nacional do Trabalho, evento que discute as diretrizes e normas do trabalho no Brasil e conta com a presença de representantes do governo federal, governos estaduais, centrais sindicais e confederações patronais. O encontro acontece até 5 de março, no Anhembi, em São Paulo.

Em sua fala, Lula salientou que será mais vantajoso para a classe trabalhadora discutir o tema com os empresários antes da pauta seguir no Congresso:

“É melhor vocês construírem negociando do que vocês terem que engolir uma coisa aberta [vinda do Congresso], e depois ter de recorrer à Justiça do Trabalho”, disse.

O presidente falou também sobre a redução da jornada de trabalho e defendeu que deve ser diferenciada para cada categoria:

“Não iremos contribuir para prejudicar os trabalhadores e também não queremos contribuir para prejuízo da economia brasileira. Queremos contribuir para, de forma bem pensada e harmonizada, a gente possa encontrar uma solução. Qual é a jornada ideal? Para muitas categorias tem jornada diferenciada. Pode ter até regra geral, mas na hora de regulamentar vai ter que cair na especificidade de cada categoria”.

Apontado como o principal projeto para impulsionar a reeleição de Lula, o fim da escala 6×1 e a proposta de redução da jornada de 44 para 40 horas semanais vêm sendo considerados estratégicos para o governo, mas enfrentam resistência da classe empresarial. O principal argumento é de que a economia será a área mais afetada, mas, segundo o estudo divulgado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a mudança representaria menos de 1% de aumento nos custos operacionais, sem peso significativo para o setor.

A pauta reacende um debate histórico sobre produtividade, qualidade de vida e competitividade, e deve mobilizar diferentes áreas enquanto o governo busca construir a confiança dos setores em torno da proposta.

[Fonte: Agência Brasil e G1]

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #03