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18 de maio celebra o combate nacional ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

Por Sabryne Almeida | 18 maio 2026

Celebrado anualmente em 18 de maio, o Dia do Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes marca uma pauta essencial na defesa de quem, muitas vezes, não consegue se proteger. O Brasil registrou cerca de 150 casos de estupros de vulnerável por dia, no primeiro trimestre de 2026. Ao todo, foram 13.462 denúncias feitas entre janeiro e março, segundo levantamento do MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública).

Os números escancaram a vulnerabilidade de crianças e adolescentes e acendem um alerta para a naturalização da violência, principalmente quando os casos acontecem dentro do ambiente familiar. A pesquisa também mostra um crescimento significativo das ocorrências nos últimos dez anos. Em 2015, foram registrados mais de 19,4 mil casos de estupro de vulnerável. Já em 2025, o total triplicou, ultrapassando 59,3 mil registros.

Em 2025, São Paulo liderou o ranking entre os estados com mais casos registrados, foram cerca de 12.239 ocorrências. O Acre apareceu com o menor número, contabilizando 482 casos.

Caso Araceli

A data de 18 de maio foi escolhida em memória de Araceli Cabrera Sánchez Crespo, filha de um eletricista espanhol e de uma boliviana radicada no Brasil. Em 1973, aos 8 anos, a menina desapareceu em Vitória, no Espírito Santo, e teve o corpo encontrado seis dias depois, com sinais de espancamento e abuso sexual. O crime foi cometido por filhos de pessoas influentes do estado e, apesar da brutalidade do caso, os responsáveis nunca foram punidos. O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi instituído oficialmente no Brasil nesta data em sua homenagem, através da lei nº 9.970, de 17 de maio de 2000.

Denunciar é fundamental para romper o ciclo da violência e proteger milhares de crianças e adolescentes. Casos de abuso e exploração sexual podem ser denunciados de forma anônima pelo Disque 100, canal nacional de Direitos Humanos, além dos Conselhos Tutelares e autoridades policiais. O silêncio também machuca, proteger a infância é responsabilidade de toda a sociedade.

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #08