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Mulheres negras sofrem ainda mais com a desigualdade racial no mercado de trabalho, mostra Dieese

Por Auris Sousa | 19 nov 2025

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A desigualdade racial no mercado de trabalho ainda é grande, e prejudica principalmente as mulheres negras. É o que mostra o Boletim – Dia da Consciência Negra, divulgado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), para marcar a data, celebrada nesta quinta-feira, 20.

Segundo ele, as mulheres negras, que chefiam 24 milhões de lares, 30% de todas as famílias do país, enfrentam diariamente um cenário de exclusão, desvalorização e falta de oportunidades. A taxa de desocupação delas, por exemplo, é o dobro da dos homens brancos.

Quando estão empregadas, o salário é, em média, 53% menor que o dos homens brancos, o que representa R$ 30,8 mil a menos por ano no bolso delas. Quando a comparação é feita entre profissionais com ensino superior, a diferencia média é de R$ 58 mil anuais. Metade dessas trabalhadoras negras (49%) recebe até um salário mínimo, e uma em cada seis está no trabalho doméstico ou na limpeza de edifícios, ocupações historicamente precarizadas e direcionadas para mulheres.

Nos espaços de decisão, a disparidade também é gritante: enquanto um em cada 17 homens brancos é diretor ou gerente, entre mulheres negras essa proporção cai para uma em cada 46. Além disso, 39% delas sobrevivem na informalidade.

“A luta pela igualdade de direitos e pelas políticas de reparação à população negra é uma luta por justiça, humanidade e democracia. É nosso dever enfrentar o racismo estrutural que também presente no mercado de trabalho e cobrar por políticas que promovam a igualdade de oportunidade”, destaca o presidente do Sindicato, Gilberto Almazan (Ratinho).

[Foto: Reprodução Dieese/Feepik]

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