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Menos juros, mais empregos: trabalhadores e trabalhadoras protestam contra juros altos

Por Sabryne Almeida | 17 mar 2026

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Centrais protestam contra juros altos diante do Banco Central

As centrais sindicais e trabalhadores de diversos setores protestaram nesta terça-feira, 17, contra a alta taxa de juros Selic e em defesa dos empregos. O ato contou com a participação de representantes da UNE (União Nacional dos Estudantes) e ocorreu no dia em que o Copom (Comitê de Política Monetária) iniciou a reunião, que trata da nova taxa básica de juros, que será divulgada na quarta-feira, 18. Atualmente a Selic está em 15%.

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, cobra a redução imediata da taxa Selic. “Precisamos baixar os juros e gerar empregos dignos para os trabalhadores”.

De acordo com o sindicalista, a manutenção de juros elevados compromete os investimentos produtivos e, consequentemente, reduz a geração de empregos, afetando diretamente trabalhadores, empresas e o crescimento do país.

Ato – Durante o ato, que aconteceu na Avenida Paulista, representantes das principais centrais sindicais denunciaram os impactos da política de juros elevados sobre o crescimento econômico, sobre os investimentos produtivos e como o aumento pode impedir a geração de empregos no Brasil.

Ao final da manifestação, os participantes reforçaram a pressão sobre o Banco Central e encerraram o ato com palavras de ordem, exigindo redução imediata.

Veja as declarações de alguns dos dirigentes presentes:

Antonio Neto, da direção executiva da CUT, cobrou a redução da taxa Selic como forma de fortalecer o crescimento econômico e estimular investimentos produtivos. De acordo com ele, o país precisa de uma política econômica voltada ao desenvolvimento: “juros menores ajudam a indústria, ampliam investimentos e favorecem geração de empregos”.

Além disso, Renan, dirigente da CTB, alertou que a taxa elevada afeta diretamente a população: “juros altos penalizam trabalhadores e ampliam desigualdades”.

Josimar, da UGT, reforçou que a política de juros precisa considerar o desenvolvimento nacional: “nenhum país cresce mantendo uma das maiores taxas de juros”.

Luizinho, da Nova Central, afirmou que os juros elevados prejudicam a indústria nacional e dificultam a produção.

[Fonte e Foto: Força Sindical]

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #07