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Caixa tem greve finalizada com reajuste de plano de saúde determinada pelo TST

Por Sabryne Almeida | 30 set 2026

© Valter Campanato/Agência Brasil

Nesta terça-feira, 29, o TST (Tribunal Superior do Trabalho) determinou o fim da greve instaurada pelos bancários da Caixa Econômica Federal. Os ministros decidiram que a greve, iniciada em 10 de setembro, não foi abusiva e na ocasião, o dissídio coletivo dos trabalhadores foi fixado em 100% do INPC (índice Nacional de Preços ao Consumidor) com mais 0,6% de reajuste salarial para a categoria. A decisão terá validade de dois anos.

A porcentagem de reajuste também será aplicada em benefícios, como vale-refeição e alimentação, auxilio-cesta alimentação, auxílio-creche, auxilio-babá e indenização por assalto ou sinistro.

Com o fim da greve, os trabalhadores deverão retornar imediatamente aos postos de trabalho e os 19 dias de paralisação deverão ser compensados em até 180 dias para que não ocorram descontos por absenteísmo nos salários.

A principal reivindicação era sobre o modelo de coparticipação do plano de saúde, o Saúde Caixa.

Os Sindicatos lutavam pela exclusão do desconte de 6,5% da folha de pagamento, o retorno à proporção de custeio 70/30 (empresa/empregados) e reajuste zero. Já o banco estatal alegava necessidade de mudanças no plano, apontando eventuais dificuldades financeiras para subsidiar o formato atual.

Diante do impasse nas negociações, o TST manteve as regras que constavam no acordo coletivo anterior, firmado em 2024 e válido até 2026. Com isso, os valores do plano serão atualizados pelo INPC mais 0,6%, mesmo índice aplicado para o reajuste salarial. Todas as demais regras foram mantidas, inclusive a mensalidade do titular no valor de 3,5% do salário.

Entre os benefícios presentes no novo pacote, estão mensalidades adicionais de dependentes, teto de renda dos beneficiários indiretos, coparticipação para consultas em pronto-socorro e teto de coparticipação.

A decisão também incluiu diversas cláusulas econômicas e sociais previstas no acordo coletivo anterior, como horas extras, licença-paternidade e adoção, estabilidade, saúde do trabalhador, diversidade, teletrabalho, prevenção e combate à violência e ao assédio, igualdade salarial, inclusão e negociação permanente. [Com Agências de Notícias]

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #18