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Comandada por Milei, Argentina fecha 31 mil empresas e pobreza volta a crescer

Por Auris Sousa | 29 set 2026

Sob o comando do presidente Javier Milei, extrema direita, a Argentinha fechou 31,3 mil empresas, 6,1% do total das companhias registradas no país. Além disso, a pobreza voltou a crescer e atingiu 32,3% da população no primeiro semestre de 2026, segundo dados divulgados na quinta-feira, 24, o Indec (Instituto Nacional de Estatística e Censos).

O balanço da Fundar sobre as empresas argentinas abrange os meses de novembro de 2023, quando Milei assumiu o governo, até junho de 2026. Dos 18 setores pesquisados, 14 tiveram queda no número de empresas, prejudicando 23 das 24 províncias argentinas.

Sobre a pobreza, os números interrompem uma sequência de redução da registrada desde o primeiro semestre de 2024, quando o indicador alcançou 52,9%. Naquele período, a Argentina atravessava uma forte deterioração econômica, com inflação elevada e perda do poder de compra.

Mercado de trabalho enfrenta dificuldades

O aumento da pobreza ocorre em um momento de dificuldades para o mercado interno argentino. O desemprego chegou a 7,9% no segundo trimestre de 2026, segundo o Indec.

A situação do emprego é um dos fatores relevantes para explicar a evolução da renda das famílias. Além do desemprego, trabalhadores podem enfrentar redução da renda real, informalidade e maior dificuldade de acesso a empregos com melhores salários.

“Argentina é um dos exemplos da América Latina que reforçam a necessidade de elegermos candidatos que representem a classe trabalhadora e tome decisões que nos beneficiem”, alerta Gilberto Almazan (Ratinho).

[Com Agências de Notícias]

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