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Chuvas torrenciais em Juiz de Fora e Ubá deixam mais de 60 mortos

Por Sabryne Almeida | 27 fev 2026

Reprodução/Agência Brasil

A Zona da Mata mineira sofre com as fortes chuvas desde segunda-feira, 23, e já deixaram 64 mortos nas cidades de Juiz de Fora e Ubá. Corpo de Bombeiros e as equipes de apoio seguem a todo vapor nesta sexta-feira, 27, para encontrar os desaparecidos.

Em Ubá, município ao norte de Juiz de Fora, seis mortes foram confirmadas e duas pessoas seguem desaparecidas. As equipes de apoio continuam as buscas nas áreas afetadas. 80 pessoas foram resgatadas com vida e há 25 desabrigados e 396 desalojados.

Juiz de Fora é a cidade mais impactada, com 58 mortes e três pessoas desaparecidas, um novo deslizamento aconteceu ainda hoje, no Bairro Bom Clima, onde três casas foram atingidas, abrindo mais uma força-tarefa para equipes de buscas. 51 pessoas foram resgatadas com vida. As chuvas deixaram 700 desabrigados e desalojados que precisaram deixar suas casas e dependem de abrigos públicos. Com riscos de novos desabamentos, a Defesa Civil interditou casas que estavam em risco. Outras 3,5 mil desalojados estão temporariamente na casa de parentes ou amigos.

A CEMIG (Companhia Energética de Minas Gerais) suspendeu os cortes por inadimplência até que os municípios consigam retomar a normalidade. A companhia alega que a decisão tem o objetivo de assegurar o fornecimento de energia à população duramente afetada pelos temporais dos últimos dias. 

Especialistas apontam que, nos últimos anos, eventos extremos têm se intensificado. Apesar disso, o Governador de Minas Gerais, Romeu Zema, cortou 96% do orçamento destinado às medidas de enfrentamento e mitigação dos danos provocados pelas chuvas entre 2023 e 2025. O político contestou os valores descritos no Portal da Transparência.

Confira os valores gastos por Zema, ano a ano.

2023 – R$ 134.829.787,08

2024 – R$ 41.113.405,70

2025 – R$ 5.875.482,98

2026 – R$ 36.146,51*

*até 25 de fevereiro

A região pode registrar volumes de temporais superiores a 60 mm por hora ou mais de 100 mm em 24 horas, elevando o risco de novos transbordamentos de rios, alagamentos e deslizamentos. Diante do cenário, o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) mantém alerta vermelho para as duas cidades nesta sexta-feira. [Fonte: Estadão]

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #03