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Setor industrial cresce pelo quarto ano consecutivo, aponta pesquisa anual

Por Igor Souza | 08 jul 2025

Segundo a PIA-Empresa (Pesquisa Industrial Anual – Empresa), em 2023, o Brasil contava com 376,7 mil empresas industriais, cada uma com pelo menos uma pessoa ocupada. Essas empresas geraram 8,5 milhões de postos de trabalho e pagaram R$ 446 bilhões em salários, retiradas e outras formas de remuneração. Embora o número de trabalhadores tenha aumentado pelo quarto ano consecutivo, ainda é possível notar uma queda de 3,1% em comparação com 2014, o que equivale à eliminação de 272,8 mil vagas no período.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

“De acordo com os dados da PIM (Pesquisa Industrial Mensal)  de 2025, a indústria brasileira apresenta uma tendência de crescimento. No acumulado dos últimos 12 meses, em comparação com o mesmo período do ano anterior, houve alta de 2,4%. Já no acumulado do ano, o crescimento foi de 1,4% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior”, destaca o economista técnico do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) da subseção do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região, Guilherme Palmieri.

Segundo a PIA-Empresa, em 2023, a maior parte da força de trabalho industrial continuava concentrada nas indústrias de transformação, que empregavam 8,3 milhões de pessoas (97,2%). Já as indústrias extrativas respondiam por 239,9 mil postos de trabalho (2,8%). Essa distribuição de trabalhadores se manteve praticamente inalterada na última década.

A atividade que mais contribuiu para a receita das indústrias foi a fabricação de alimentos, com 23,6%. Ela foi seguida pela fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (10,8%), produtos químicos (9,4%), fabricação de veículos (8,3%) e metalurgia (6,2%).

Sudeste – Segundo a PIA-Empresa, a Região Sudeste foi responsável por 60,9% do VTI (Valor da Transformação Industrial) do Brasil, com destaque para o Estado de São Paulo, que liderou a contribuição com 34,4%. Esse crescimento representa uma recuperação após a queda para 56,2% em 2020. O Rio de Janeiro, com 13,0%, e Minas Gerais, com 11,4%, completaram os três primeiros estados no VTI da indústria, somando juntos 58,8% da produção industrial nacional.

Além disso, a produção no Sudeste se manteve concentrada em cadeias produtivas tradicionais, como petróleo e gás, siderurgia e metalurgia, com grande destaque para o Rio de Janeiro (47,1%) e o Espírito Santo (26,9%) no setor de petróleo, e Minas Gerais (14,8%) e Espírito Santo (11,1%) na siderurgia.

“Segundo a PIM de 2025, em São Paulo, embora o acumulado do ano registre uma leve queda de -0,7%, o desempenho dos últimos 12 meses apresenta alta de 1,5%, também em comparação com o mesmo período do ano anterior”, comenta o economista técnico do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) da subseção do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região, Guilherme Palmieri.

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